Início » Internacional » A estranha trajetória do prédio da General Motors
Estabelecimento em Nova York

A estranha trajetória do prédio da General Motors

Uma história fascinante de um prédio nos Estados Unidos, que despertou a cobiça de muitos investidores

A estranha trajetória do prédio da General Motors
A torre de mármore branco nunca foi o arranha-céu mais alto ou mais bonito de Nova York, mas a exploração de seu espaço enlouqueceu os magnatas do mercado imobiliário (Reprodução/Daniel Pudles)

O mercado imobiliário é “um círculo de homens que apontam o revólver para a cabeça dos outros”. E, com frequência, para sua cabeça, como Vicky Ward descreve em The Liar’s Ball: The Extraordinary Saga of How One Building Broke the World’s Toughest Tycoons, uma história fascinante de um prédio nos Estados Unidos, que despertou a cobiça de muitos investidores: o edifício de cinquenta andares da General Motors na 5ª Avenida em Manhattan.

Construído pelos executivos da General Motors em meados da década de 1960, quando o que era bom para a empresa era bom para os Estados Unidos, a torre de mármore branco nunca foi o arranha-céu mais alto ou mais bonito de Nova York, mas a exploração de seu espaço enlouqueceu os magnatas do mercado imobiliário. Um magnata da época comparou o prédio à “garota que você convida para a festa de formatura do ensino médio, mas sempre diz não. E cada vez que você insiste no convite, mais cara ela fica”.

Vicky Ward, que teve um grande impacto no mundo literário com o livro The Devil’s Casino sobre o colapso financeiro da Lehman Brothers, diverte-se com o elenco de personagens obsessivos e arrogantes, que se digladiam para explorar comercialmente o prédio (apesar da poluição ocasional de nomes e detalhes pessoais no livro). Entre eles está Donald Trump, o mestre da autopromoção, que foi o primeiro a aumentar o aluguel para a cifra estratosférica de mais de $100 por metro quadrado; e Disque Deane, sócio-fundador da Starret City Associates com sede em Brooklin, Nova York, o maior empreendimento habitacional do país; além de Cecilia Benattar, a ícone do mercado imobiliário chamada de “a dona de casa magnata”, uma profissional tão envolvida com o trabalho, que demorou seis meses para escolher o nome do primeiro filho.

Em meio a essa competição com tantos interesses envolvidos, Harry Macklowe, um investidor do mercado imobiliário conseguiu comprar em 2003 por um preço recorde de $1.4 bilhões o prédio da GM, mas o perdeu cinco anos depois, quando não conseguiu refinanciar um empréstimo com o Deutsche Bank. Afinal, negócios são negócios não importa o prejuízo, como dizem alguns investidores.

Fontes:
The Economist-Reason not the need

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *