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Japão

A gravidez e o mercado de trabalho

A indignação das mulheres japonesas diante do tratamento discriminatório que recebem em seus locais de trabalho provocou uma reação do governo

A gravidez e o mercado de trabalho
Os piores relatos envolvem chefes que pressionam as mulheres grávidas a fazerem abortos (Foto: Pixabay)

Em 28 de agosto, a Dieta, o parlamento japonês, aprovou uma lei há muito tempo esperada de incentivo às empresas de promoção de mulheres em seus postos de trabalho. No entanto, esse incentivo do governo de inserção e igualdade de gênero no mercado de trabalho é irrelevante para a maioria das japonesas. As mulheres relatam casos de perseguições e assédios proibidos, porém muito comuns nos ambientes de trabalho. Os piores relatos envolvem chefes que pressionam as mulheres grávidas a fazerem abortos.

Uma jovem tinha uma carreira promissora em um grande banco, onde seu namorado também trabalhava, mas em outro departamento. Quando ficou grávida, um gerente lhe disse que “destruiria” a carreira dela e a do namorado se decidisse ter o filho. Em 2011, ela não resistiu às pressões e fez o aborto.

Outra mulher foi forçada a pedir desculpas aos seus colegas de trabalho por ter engravidado. As mulheres com contratos de trabalhos em regime de tempo parcial são muito mais vulneráveis a serem despedidas quando estão no período de licença-maternidade. Segundo Rengo, o maior sindicato do Japão, um quinto das mães jovens sofre algum tipo de marginalização ou perseguição no trabalho após terem filhos.

Mas a dificuldade de as mulheres conciliarem o trabalho com a maternidade, tem sido um dos principais fatores da diminuição preocupante das taxas de fecundidade do Japão.

Fontes:
The Economist-Pregnant women are furious about how they are treated at the office

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