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Progressos

A guerra contra o Estado Islâmico

O combate contra o Estado Islâmico está fazendo progressos, mas os jihadistas resistem com violência e a guerra será longa

A guerra contra o Estado Islâmico
Uma longa guerra significa também uma estratégia abrangente e uma paciente batalha de ideias (Fonte: Reprodução/EPA)

Já se passaram seis meses desde que Barack Obama reuniu 60 países em uma coalizão, com o objetivo de “desestruturar e destruir” o EI. Desde o ataque aéreo no Iraque em 8 de agosto, a campanha estendeu-se para a Síria e ampliou o âmbito de ação com o fornecimento de armas e o treinamento de aliados como os sírios e iraquianos curdos, além das forças do governo do Iraque.

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Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, cerca de 6 mil militantes do EI foram mortos, entre os quais metade dos “principais comandantes” do grupo. Alguns acham que existem 30 mil combatentes envolvidos nos conflitos. No final de janeiro soldados curdos em Kobane, uma cidade da Síria na fronteira com a Turquia, disseram que haviam expulsado os militantes do EI depois de quatro meses de combates violentos, com a ajuda de bombardeios da coalizão.

É possível que mais de mil jihadistas do EI tenham morrido nesse confronto. Os sírios curdos também estenderam seu controle aos vilarejos vizinhos ocupados pelas forças do EI. Os rebeldes nas províncias a oeste de Kobane disseram que a linha de frente do confronto com o EI está calma, o que sugere que os jihadistas estão lutando em diversas frentes.

A aura de invencibilidade que o EI adquiriu no ano passado, quando seu avanço pelo Iraque e a Síria parecia impossível de ser detido, foi o pior obstáculo encontrado pelas forças da coalizão para combatê-lo. Apesar de o EI ainda controlar uma área da Síria e do Iraque do tamanho e com uma população semelhante à da Jordânia, os jihadistas não conseguiram expandir seu domínio para regiões do Iraque onde a população xiita e curda é maioria. Agora, a ameaça a Bagdá e a Erbil parece estar além da capacidade de ação do Estado Islâmico.

A coalizão também está tendo sucesso em destruir as principais fontes de recursos financeiros do EI. Esses acontecimentos desfavoráveis talvez expliquem as ações cada vez mais macabras para reforçar a moral e manter o fluxo de novos recrutas. Isso sugere uma oportunidade, disse Matthew Levitt, do Washington Institute for Near East Policy. Existem histórias de militantes do EI que estão sendo assassinados ou aprisionados quando tentam sair do grupo, mas esses relatos circulam pouco. Na opinião de Levitt “é preciso ter [vídeos] de jihadistas estrangeiros que voltaram dizendo: ‘Eu aderi ao movimento, mas só limpava banheiros’…‘Quando quis sair do grupo mataram meus dois irmãos”, para criar mais impacto. Uma longa guerra não significa apenas armas e aviões, mas também uma estratégia abrangente e uma paciente batalha de ideias.

Fontes:
The Economist - The war against Islamic State: It will be a long haul

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