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A importância da inteligência emocional

Mais do que a inteligência medida em testes de QI, a inteligência emocional é fundamental para o sucesso na vida pessoal e profissional

A importância da inteligência emocional
O mundo seria melhor se as pessoas soubessem expressar e controlar suas emoções (Foto: Pixabay)

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De acordo com Marc Brackett, professor do Child Study Center da Universidade de Yale e diretor do Yale Center for Emotional Intelligence, a inteligência emocional nos permite entender e interpretar nossas emoções e as dos outros. É a inteligência emocional que nos capacita a expressar e controlar essas emoções, a fim de orientar os nossos pensamentos e ações.

Além disso, mais do que a inteligência medida em testes de QI, a inteligência emocional é fundamental para o sucesso na vida pessoal e profissional.

A expressão inteligência emocional surgiu após a publicação da teoria da inteligência emocional, em 1990, de autoria de Peter Salovey, presidente da Universidade de Yale, e de John “Jack” Mayer, professor de psicologia da Universidade de New Hampshire.

O estudo mostrou o impacto das emoções no pensamento e no comportamento das pessoas, segundo a psicóloga Robin Stern, diretora adjunta do Yale Center for Emotional Intelligence.

Em seguida à publicação da teoria, especialistas continuaram a desenvolver estudos para definir com precisão a importância de atributos da inteligência emocional, como autoconhecimento, autocontrole, motivação, empatia e sociabilidade na vida das pessoas.

Pessoas emocionalmente inteligentes são receptivas a novas ideias, enfrentam bem os desafios e perseguem suas metas, apesar de possíveis obstáculos, disse a consultora na área de recursos humanos, Sara Canaday.

Canaday observou ainda que a inteligência emocional é um fator mais importante de sucesso na vida profissional do que um currículo excelente ou um alto QI.

“Algumas pessoas são contratadas por sua capacidade técnica, mas muitas vezes são demitidas por não terem inteligência emocional para lidar com as tensões no trabalho e a convivência com os colegas”, disse Canaday.

Os psicólogos comportamentais criaram uma série de autoavaliações para medir o nível da inteligência emocional, como autocontrole, autoconhecimento, afabilidade e consciência social.

Mas Brackett advertiu que “a autoavaliação é uma questão complexa, porque as pessoas tendem a superestimar sua inteligência emocional”. Em sua opinião, as avaliações de desempenho em que as pessoas precisam solucionar problemas, interpretar expressões faciais e enfrentar situações estressantes são mais eficazes.

“A inteligência emocional também pode ser avaliada por colegas de trabalho e supervisores, que têm uma visão mais imparcial”, observou Canaday.

“Logo no início da vida, as crianças precisam aprender a entender e a interpretar suas emoções, para que possam adquirir autocontrole”, disse Stern.

Canaday sugere algumas medidas para aperfeiçoar a inteligência emocional, como a troca de ideias com pessoas que têm outra visão do mundo. ”É possível também exercitar o autocontrole com a prática de ioga e meditação”, acrescentou.

Segundo Stern, o mundo seria melhor se as pessoas soubessem expressar e controlar suas emoções. A empatia, uma característica importante da inteligência emocional, abre espaço para a aceitação do outro, com suas opiniões e comportamentos diferentes.

Fontes:
CNN-Understanding emotional intelligence and its effects on your life

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