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TERRORISMO

Al Qaeda planeja retornar mais letal do que antes

Ofuscada pelo Estado Islâmico, a Al Qaeda planeja retornar à cena de uma forma mais pragmática e perigosa

Al Qaeda planeja retornar mais letal do que antes
O braço sírio da Al Qaeda, Jabhat al-Nusra, tem exercido um papel vital na luta contra o governo de Bashar al-Assad (Foto: Wikimedia)

A ameaça da Al Qaeda nunca desapareceu. Sua liderança central continua empenhada em atacar o Ocidente; seus grupos regionais estão ativos e o paradeiro de seu cofundador e novo líder, Ayman al-Zawahiri, é desconhecido.

É provável que a coalizão apoiada pelos Estados Unidos consiga expulsar o Estado Islâmico (Isis) de seus redutos em Raqqa e Mosul. Por sua vez, o sonho de Zawahiri de ter uma base segura para a Al Qaeda no mundo árabe pode se concretizar. Pelo menos, é o que os países ocidentais temem.

O braço sírio da Al Qaeda, Jabhat al-Nusra, tem exercido um papel vital na luta contra o governo de Bashar al-Assad. O segundo líder na hierarquia da organização terrorista, Abu Khayr al-Masri, que foi libertado pelo Irã em uma troca de prisioneiros no ano passado, mudou-se para a Síria junto com outros membros importantes da Al Qaeda, dizem os agentes dos serviços de inteligência ocidentais. Existem boatos que a Al Qaeda irá criar em breve um “emirado” muçulmano, um nível inferior à importância de um califado.

Assim como o Isis, Jabhat al-Nusra tem suas raízes na jihad da Al Qaeda contra as tropas americanas e cada vez mais contra os xiitas no Iraque; os grupos terroristas desenvolveram-se no cenário violento da guerra civil na Síria. Mas enquanto o EI intensificou seu combate aos xiitas e adotou um comportamento de “extrema selvageria”, Jabhat al-Nusra tem procurado aprender as lições dos excessos cometidos no Iraque.

O I privilegia a brutalidade ostensiva, a eliminação dos rivais e a imposição das regras rígidas da sharia. Fundou um califado e incentiva seus partidários no mundo inteiro a atacar o Ocidente não importa com que meios. Jabhat al-Nusra, ao contrário, procura conquistar o respeito dos sunitas brutalizados lutando contra Assad.

Em julho, o grupo declarou que havia rompido relações “externas” com a Al Qaeda e rebatizou-se de Jabhat Fatah al-Sham (JFS). Mas apesar da mudança de nome continua a fazer parte da Al Qaeda e, o mais perigoso, está conquistando apoio popular. “Se continuar a crescer nesse ritmo ele se transformará em um movimento de massas genuíno”, disse Charles Lister do instituto de pesquisa americano Brookings Institution. “Com um grande apoio o JFS terá condições de criar um emirado, uma espécie de base territorial protegida nas fronteiras da Europa, que a comunidade internacional terá muita dificuldade de eliminar.”

Fontes:
The Economist-The other jihdist state

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