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A participação dos países na composição das forças de paz da ONU

Quem são os militares e soldados que participam das forças de paz das Nações Unidas e quem são seus principais contribuintes

A participação dos países na composição das forças de paz da ONU
A ONU divide o custo das missões entre seus países membros (Foto: Wikipedia)

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A primeira missão de paz da ONU em 1948 destinou-se a manter o cessar-fogo após a criação de Israel. Setenta anos depois, essa missão continua e, hoje, a ONU tem um total de 16 operações de paz no mundo inteiro, que mobilizam mais de 100 mil militares das forças multinacionais de manutenção da paz. A maioria localiza-se na África; a missão na República Democrática do Congo, a maior do continente africano, tem 18.900 capacetes azuis, como são chamados os integrantes das forças de paz da ONU.

A ONU divide o custo das missões entre seus países membros, com uma fórmula complicada que inclui uma importância econômica. No final deste ano a China irá duplicar seu pagamento para mais de 10% do montante total, superando o Japão como o segundo maior contribuinte. Os Estados Unidos pagam mais de um quarto e os dez principais países são responsáveis pelo pagamento de quatro quintos das despesas.

Mas quando se trata de tropas o padrão é bem diferente. Desde que 18 soldados americanos morreram quando um helicóptero foi derrubado na Somália em 1993, os EUA quase não enviam mais tropas para as forças de paz da ONU. Agora, só 74 militares participam das missões e apenas metade deles são soldados.

O contingente de tropas dos dez países que contribuem com mais dinheiro representa apenas 6% das forças de paz. A China é o único país que se mantém entre os dez principais países, tanto com a contribuição financeira quanto com o envio de tropas. Mas os países africanos e asiáticos são os que mais enviam soldados.

A ONU faz um pagamento mensal de US$1,330 por soldado, o que significa que as missões de paz são lucrativas para as nações pobres. A minúscula Ruanda contribui com 6.146 militares e tem um gasto anual de US$16,500 por ano com o orçamento de defesa do país, quase a mesma quantia que recebe pelo fornecimento de um soldado.

Fontes:
The Economist-Who fights, and who pays for UN peacekeeping missions

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