Início » Internacional » A perseguição aos cristãos na China
RELIGIÃO

A perseguição aos cristãos na China

Apesar da perseguição da polícia, o movimento das igrejas que não têm a aprovação oficial do governo chinês está crescendo

A perseguição aos cristãos na China
A polícia em alguns lugares continua a perseguir e prender membros das igrejas “clandestinas” (Foto: Youtube)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Nos últimos dois anos, milhões de chineses cristãos, na maioria convertida ao protestantismo, observaram os acontecimentos na província costeira de Zhejiang com ansiedade. As autoridades locais têm feito uma campanha incessante para retirar as grandes cruzes que enfeitam os telhados de muitas igrejas. Centenas foram retiradas para profunda tristeza das congregações. Em janeiro a situação agravou-se com a prisão de Gu Yuese, o pastor da maior igreja do país, um prédio enorme na capital da província, Hangzhou, com capacidade de abrigar 5 mil pessoas, cerca de 50% mais do que a catedral de St. Paul em Londres. Muitos temeram que a prisão de Gu Yuese, que havia criticado a remoção das cruzes, significava o início de uma repressão implacável aos cristãos do país.

Mas, surpreendentemente, o pastor foi solto há alguns dias. Em fevereiro, o pastor de outra igreja em Zhejiang foi condenado a 14 anos de prisão e sua mulher a 12 anos por terem protestado contra a retirada das cruzes das igrejas. Gu Yuese deve sua liberdade ao prestígio de sua igreja em uma cidade grande e importante como Hangzhou, e não a uma mudança na atitude das autoridades locais. Porém, apesar da boa notícia da libertação do pastor, os inúmeros cristãos da província ainda temem a perseguição das autoridades.

No entanto, há poucos sinais que a repressão das autoridades de Zhejiang à ostentação pública da fé cristã, como demonstrado pela remoção das cruzes, esteja incentivando os funcionários do governo em outras províncias a adotarem uma posição semelhante. Em alguns lugares, entre eles Pequim, as igrejas “clandestinas”, que não têm a aprovação oficial do Estado, estão celebrando seus rituais religiosos com mais liberdade.

Esse fato, porém, não significa que a maioria dos chineses cristãos usufrui de liberdade religiosa. A polícia em alguns lugares continua a perseguir e prender membros das igrejas “clandestinas”. Mas em outros locais o número de igrejas não reconhecidas pelo Estado está aumentando e muitas vezes seus membros fazem pouco ou nenhum esforço para esconder suas atividades. E, por sua vez, as autoridades fingem ignorá-las.

Fontes:
The Economist-Underground, overground

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Os cristãos esperam a volta do cristo ha bastante tempo, que sabe desta vez ele não vem pela China?

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *