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MERCADO DE TRABALHO

A persistente diferença salarial entre gêneros

A diferença salarial entre mulheres e homens é resultado em grande parte da escolha das profissões

A persistente diferença salarial entre gêneros
Por que, então, as mulheres não deveriam ganhar salários iguais aos dos homens? (Foto: Flickr)

Elas “fazem o mesmo trabalho, obedecem às mesmas regras e cumprem os mesmos deveres, e a maioria tem pais, mães, irmãs e irmãos que dependem delas. Por que, então, as mulheres não deveriam ganhar salários iguais aos dos homens?” Essa pergunta foi feita em uma circular enviada por ativistas que defendiam a equiparação salarial para professoras das escolas públicas de Nova York, em 1905. Na época, os salários iniciais dos professores eram de US$900 para homens e US$600 para mulheres por ano.

Na maioria dos países desenvolvidos essa discriminação não existe mais. Uma mulher que exerce funções iguais às de um funcionário do sexo masculino, de uma mesma empresa, ganha 98 centavos por cada dólar pago ao homem. No entanto, as diferenças salariais de gênero ainda existem em alguns lugares. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o salário médio de um emprego de tempo integral de funcionárias do sexo feminino corresponde a 85% da remuneração masculina.

A diferença salarial entre mulheres e homens é resultado em grande parte da escolha das profissões, como a de professoras e enfermeiras que têm uma remuneração inferior aos dos economistas, engenheiros, advogados, entre outros, talvez em razão da longa história de atribuir menos valor ao trabalho das mulheres. E as mulheres pagam um alto preço pela vontade de ter filhos. Muitas vezes não são promovidas, porque estão em licença-maternidade. Mais tarde escolhem empregos com menos exigência de horário e responsabilidade, inferiores às suas qualificações e com perspectivas medíocres, porque precisam cuidar dos filhos.

As mulheres são tão ambiciosas como os homens. Um número maior de mulheres cursa a universidade e tem mais coragem de pedir promoção. Os homens não querem mais assumir o sustento da família sozinhos, como seus pais que se orgulhavam do papel de chefes de família. Além disso, muitos querem participar ativamente da educação dos filhos.

A licença-maternidade remunerada é o primeiro passo para manter as mulheres no mercado de trabalho. Nos Estados Unidos, o único país desenvolvido que não têm licença-maternidade com remuneração, muitas mães não voltam para seus empregos. Exceto em países onde existe licença-paternidade, como na Noruega e na Suécia, as mães assumem os cuidados com os filhos, sobretudo, quando os pais ocupam cargos importantes e bem remunerados. Essa decisão aparentemente sensata define um padrão de comportamento, que pode se prolongar a vida inteira e causar frustrações.

Em seguida, é fundamental que os governos incentivem a criação de ótimas creches, onde os pais podem deixar os filhos durante o dia enquanto trabalham. Assim, ambos podem conciliar suas carreiras com o desejo de ter uma família.

Fontes:
The Economist-The gender pay gap that still needs to be closed

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2 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    Por que não dizer A persistente diferença salarial entre SEXOS, já que se fala de homens e mulheres?
    Gênero é figura gramatical: masculino (olho, pé, pescoço…) e feminino (boca, garganta, amígdalas…).
    Respeito e amo os grupos LGBT, mas eles não podem impor essa diabólica ideologia de gênero, isso fere os princípios cristãos.

  2. Natanael Ferraz disse:

    É, as mulheres escolhem profissões mal-remuneradas: eu jamais pensei em ser…pedagogo, porque sabia que iria passar fome. Mas esse ativismo feminista já está enchendo: no meu trabalho nem os homens ganham o mesmo salário. O presidente é Homem em dólares, eu em reais.

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