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A polêmica do porte de armas nos EUA

Conservadorismo ainda impera no debate do controle de armas nos Estados Unidos

A polêmica do porte de armas nos EUA
Uma série de propostas para reduzir as vendas de armas de fogo mais potentes e de limitar os estoques das lojas fracassou (Reprodução/Wikipédia)

Quando um jovem entrou em uma escola primária em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012 e matou 20 crianças pequenas e seis funcionários com um rifle Bushmaster da coleção de armas da mãe, algumas pessoas questionaram se o problema do porte de armas nos Estados Unidos havia chegado a uma situação-limite. Será que agora os EUA promulgariam leis para evitar que armas letais caíssem nas mãos erradas?

Infelizmente, não. Uma série de propostas para reduzir as vendas de armas de fogo mais potentes e de limitar os estoques das lojas fracassou. O Congresso recusou-se a aumentar o número de compradores de armas com um histórico de crimes e de doenças mentais graves, embora 90% dos americanos apoiem o direito de posse de armas de fogo. Em março deste ano, legisladores federais fizeram uma proposta de proibir um tipo de bala que perfura coletes à prova de bala, usado em geral pela polícia, mas 285 membros congressistas republicanos e sete democratas opuseram-se à medida.

Enquanto isso, os massacres de crianças nas escolas continuam, algumas vezes cometidos por outras crianças armadas. Nos dois anos seguintes ao crime em Newtown, houve pelo menos 95 ataques com armas de fogo em colégios e faculdades nos EUA, que resultaram em 45 mortes, segundo dados da Everytown for Gun Safety, uma organização sem fins lucrativos, que defende o controle de armas.

Depois de Newton alguns estados adotaram medidas para diminuir as vendas de armas mais letais, mas a maioria dos estados não impôs normas de um efetivo controle das leis que regulam as armas de fogo. Os defensores da venda e do porte de armas não venceram todas as batalhas nos estados, mas tudo indica que 2015 será um ano de vitórias.

No estado da Flórida um projeto de lei referente à “segurança nas escolas”, ainda em discussão, permitirá que os superintendentes escolham funcionários ou voluntários com antecedentes policiais ou militares para trabalharem como guardas armados nas escolas. Iowa está examinando uma lei, que se aprovada,  dará direito a crianças com menos de 14 anos de usarem pistolas e revólveres. Os membros do Partido Republicano em Arkansas querem permitir a presença de juízes armados nos tribunais. Em 2015, os projetos de lei para eliminar a proibição do porte de armas em campus universitários propostos em 16 estados, continuam em discussão.

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    O problema não é exatamente a arma de fogo, mas a cabeça do indivíduo cujo dedo aciona o gatilho. Ou pisa no acelerador da mais mortal arma à base de explosão (o automóvel com motor à explosão interna).
    Na semana passada, com todo o arsenal à disposição dos americanos, N.Y. ficou 12 dias sem homicídios.
    Nos últimos doze dias, quantas pessoas morreram assassinadas por armas de fogo (proibidas) no Rio de Janeiro?
    Cada vez existem menos lugares para alguém, teoricamente, se refugiar.
    Logo, só restará o estado de Indiana, o reino do politicamente incorreto.
    Quanto custa uma passagem só de ida para Indianapolis ou South Bend?

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