Início » Economia » A política de imigração e de asilo da União Europeia
Economia

A política de imigração e de asilo da União Europeia

A Europa deveria reformular de uma maneira mais pragmática as atuais barreiras à imigração e à concessão de asilo a refugiados

A política de imigração e de asilo da União Europeia
A Europa poderia ter uma postura mais racional e menos intransigente em relação à imigração (Foto: Pixabay)

O Estado Islâmico não esconde sua brutalidade. Envia vídeos online quando queima homens vivos ou crava suas cabeças em estacas. Quando seus membros escravizam e violentam as jovens infiéis, eles vangloriam-se que estão cumprindo a vontade de Deus. Portanto, é bem provável que as pessoas que se refugiaram na Síria e no Iraque por estarem com medo de voltar para seus países de origem ameaçados pelo EI, estivessem dizendo a verdade.

A União Europeia (UE) é uma das regiões mais ricas e pacíficas do mundo e seus cidadãos orgulham-se em pensar que definiram o padrão da compaixão. Os países membros da UE acham que têm o dever legal de conceder asilo às pessoas perseguidas por motivos políticos, étnicos, religiosos etc., desde que os argumentos tenham um fundamento “sólido”. No entanto, os inúmeros pedidos recentes de asilo testaram o compromisso da Europa com seus ideais, com resultados no mínimo decepcionantes. Grupos neonazistas incendiarem albergues onde refugiados estavam hospedados. Um grupo de oposição à imigração é agora o partido político mais popular da Suécia. Como um eco das opiniões de Donald Trump, o primeiro-ministro da Hungria advertiu que os imigrantes ilegais, sobretudo da África, ameaçam a sobrevivência do país.

A Europa poderia ter uma postura mais racional e menos intransigente em relação à imigração, não só por razões morais, como também por uma visão pragmática. A força de trabalho da Europa está envelhecendo e logo diminuirá. Os países europeus acumularam dívidas que terão de ser solucionadas pelas futuras gerações. Mas se as próximas gerações forem menos numerosas será mais difícil encontrar uma solução.

Os imigrantes e os refugiados são, em geral, jovens e ansiosos para trabalhar. Por esse motivo, poderiam minimizar o problema da população idosa e assumir uma parte das dívidas pelas quais não são responsáveis. Os africanos e os árabes são jovens. A vitalidade deles pode beneficiar a Europa, mas, para isso, os governos europeus precisariam abordar a questão da imigração de uma forma mais sensata, o que do ponto de vista político seria difícil e exigiria uma reformulação no mercado de trabalho.

Fontes:
The Economist-Let them in and let them earn

1 Opinião

  1. ney disse:

    São justamente os mocinhos de hoje ( Europeus) os culpadas pela desgraça no mundo. eles dividiram e provocaram a fome no continente Africano, patrocinaram a pobreza e a fome na asia e oriente médio, sem relatar as atrocidades que fizeram nas Américas. E agora querem ser os salvadores do mundo?

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *