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Prisão em Nova Orleans

A prisão americana onde tudo é liberado

Vídeo mostra que detentos de prisão em Nova Orleans injetam heroína, portam armas e chegam a sair da prisão para trabalhar como guia turístico

A prisão americana onde tudo é liberado
Detento da Orleans Parish Prison exibe arma carregada (Reprodução/Economist)

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Se as imagens da cadeia de Nova Orleans fossem um filme, as pessoas teriam acusado Hollywood de sensacionalismo. Enquanto as câmeras circulavam pela ala das celas, companheiros de cela injetavam heroína, fumavam crack, cheiravam cocaína, tomavam pílulas, apostavam com dados, bebiam cerveja e até brandiam um revolver carregado. Tudo abertamente. Em outro vídeo, um detento que havia conseguido encontrar uma maneira de ir e vir à vontade oferecia um passeio guiado pela Bourbon Street, lembrando aos visitantes que ele deveria estar preso.

Os vídeos, aparentemente filmados por detentos, em 2009, foram exibidos no dia 2 de abril em uma sala de audiências federal por entre uma briga acirrada por melhores condições na Orleans Parish Prison (OPP). Se os vídeos foram o assunto da cidade, algumas das outras evidências eram mais perturbadoras, ainda que menos divertidas. Trinta e três esfaqueamentos foram relatados na prisão no ano passado, além de quase 700 agressões. Quarenta prisioneiros morreram desde 2006. Os suicídios são frequentes; dizem que o estupro homossexual é prática comum.

A batalha no tribunal se dá no entorno de muitas reformas obrigatórias na OPP, reformas essas com as quais o carcereiro da cidade, o xerife Marlin Gusman, o Departamento de Justiça e o Centro Sulista de Direitos para os carentes já concordaram. A única parte hesitante é o prefeito Mitch Landrieu, que terá que pagar pelas mudanças necessárias, a um custo que, ele diz, pode chegar a 22 milhões de dólares anualmente nos próximos cinco anos. A cidade já concordou em fazer uma limpeza no seu combalido departamento de polícia sob o decreto de um acordo similar; estima-se que ocusto para isso chegue a 55 milhões em cinco anos. Juntos, diz Landrieu, osdois decretos onerosos o forçará a fazer cortes severos nos serviços da cidade.

Ficará a cargo do juiz federal Lance Africk decidir se aprova o decreto de acordo, quanto as reformas custarão e quem deverá fiscalizá-las. Uma decisão ainda deve demorar mais alguns meses para ser tomada. Enquanto isso Nova Orleans ratifica a sua reputação como acidade mais sem lei dos Estados Unidos.

Fontes:
The Economist-Sex and drugs and rock and roll

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1 Opinião

  1. Anselmo Heidrich disse:

    Corrijam-me se eu estiver enganado, mas não é Louisiana que tem a maior presença do welfare state na vida de seus cidadãos?

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