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Petróleo no mundo

A queda do preço do petróleo e suas consequências

Desde junho o preço de um barril de petróleo cru Brent – a referência global – despencou de US$ 115 para US$ 92

A queda do preço do petróleo e suas consequências
O grupo de exportadores de petróleo se encontra fragmentado (Reprodução/Internet)

Trata-se de um verão estressante para as empresas petrolíferas. Desde junho o preço de um barril de petróleo cru Brent – a referência global – despencou de US$ 115 para US$ 92, uma queda de 20% e o nível mais baixo em mais de dois anos. A queda se deve em parte à debilidade da economia. O crescimento está desacelerando, particularmente na China e na zona do euro, reduzindo assim o consumo de petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE), a US Energy Information Administration e a OPEP reduziram recentemente a sua previsão para a demanda global de petróleo.

Mas também há um excesso cada vez maior de oferta. A produção de petróleo de xisto aumentou em cerca de 4 milhões ao dia desde 2008, reduzindo as importações americanas da OPEP em quase 50%. O grupo de exportadores de petróleo se encontra fragmentado. Em 1º de outubro a Arábia Saudita, o produtor dominante do cartel, cortou os seus preços de maneira unilateral e brusca para aumentar a sua fatia de participação no mercado. A Arábia Saudita já os havia cortado há alguns meses, assim como Kuwait e Iraque. A maioria dos membros da OPEP do Oriente Médio se encontra envolvida hoje em dia em uma guerra de preços na Ásia.

A mentalidade de manada do setor petrolífero é conhecida: diversas das empresas que anunciaram uma redução de gastos a justificaram a qualificando de um foco em xisto (gás e petróleo). Isso pode não funcionar. David Vaucher, analista da IHS, uma empresa de pesquisa, afirma que para atingir uma taxa de retorno realista sobre investimento de 10%, um novo projeto típico de petróleo de xisto requer um preço de barril de petróleo de US$ 57. Mas isso é uma média: alguns requerem US$ 110. Caso o preço do petróleocontinue a cair, nem mesmo o milagre do xisto americano ficará ileso.

 

Fontes:
The Economist-Unsustainable energy

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