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falta de consenso

A questão polêmica do porte de armas nos Estados Unidos

Apesar de a segurança nos Estados Unidos ter aumentado nos últimos 20 anos, a opinião pública ainda não tem um consenso sobre esse assunto

A questão polêmica do porte de armas nos Estados Unidos
Apesar das tragédias recentes, o apoio ao controle mais rígido da posse de armas diminuiu (Foto: Wikimedia)

Com uma das mais altas taxas de homicídios entre os países da OCDE, superadas apenas pelas taxas do México, os Estados Unidos têm a reputação de ser um país extremamente perigoso. O número de agressões violentas nos EUA é comparável ao de outros países do Ocidente, porém, os assassinatos são mais comuns. O predomínio do uso de armas de fogo explica as altas taxas de crimes fatais, porque essas armas são usadas em dois terços de todos os assassinatos. Os americanos têm cinco vezes mais chances de serem assassinados do que os ingleses, porém a probabilidade de serem mortos com uma arma de fogo é 40 vezes maior.

Apesar de a segurança nos Estados Unidos ter aumentado nos últimos 20 anos, a opinião pública ainda não tem um consenso a esse respeito. Em 1993, perto do auge da onda de crimes nos EUA, sete em cada 100 mil pessoas com 12 anos ou mais foram mortas a tiros. Desde então, essenúmero reduziu-se à metade. As armas de fogo também são muito usadas em suicídios. Em 2013, 21.175 americanos suicidaram-se com armas de fogo e 11.208 foram assassinados. Os homens têm quatro vezes mais chances de se matarem, apesar de menos tentativas, porque os métodos preferidos de suicídio (armas) são muito mais confiáveis do que opções alternativas. O índice de suicídios com armas tem aumentado desde 2006.

Não existe uma base de dados de âmbito nacional com o registro de posse de armas, porque para o lobby de armas esse registro seria o primeiro passo para limitar a posse irrestrita de armas. Assim, o número de armas nos EUA tem de ser calculado de acordo com dados de pesquisas, registros comerciais e verificação de antecedentes. Mas são informações muito inconsistentes. Nem sempre uma pessoa que compra uma arma em uma exposição precisa de uma verificação de antecedentes; alguém pode ter uma verificação de um antecedente e comprar três armas; ou pode decidir não comprar armas por algum motivo. No entanto, a interligação dessas informações é útil para o cálculo de posse de armas.

Em 2007, segundo as estimativas do Small Arms Survey, 270 milhões de armas estavam nas mãos de civis americanos, ou seja, 0,9 por pessoa. Desde então, esse número aumentou. O Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives publica relatórios anuais sobre a quantidade de armas fabricadas e importadas legalmente no país. Os dados indicaram um aumento expressivo de vendas de armas desde a eleição de Barack Obama como presidente. Em 2013, segundo as verificações de antecedentes do FBI, cerca de 16 milhões de novas armas foram lançadas no mercado.

Apesar das tragédias recentes, o apoio ao controle mais rígido da posse de armas diminuiu. Uma pesquisa da Gallup realizada em 2014, mostrou que só 26% das pessoas entrevistadas queriam proibir a posse de armas, um número bem inferior ao percentual de 60% em 1959. Além disso, para um número crescente de americanos ter uma arma em casa transmite uma sensação maior de segurança e alguns estados adotaram leis menos rígidas de controle de posse de armas nos últimos anos. Apesar da ligação evidente entre armas e a violência armada, uma conexão óbvia para o resto do mundo, é pouco provável que os EUA adotem medidas eficazes de controle de armas em um futuro próximo.

Fontes:
The Economist-To keep and bear arms

2 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    A campanha contra as armas de fogo, tanto lá quanto aqui, lembra a anedota do pai que retira o sofá da sala porque encontrou nele a filha com o namorado. Se as pessoas não se matarem com armas de fogo, voltarão ao jeito antigo.

  2. carlos henrique joppert disse:

    Olha que estupidez pregado nas paredes no alto
    HUMANOS IDIOTAS,

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