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Expansão Chinesa

A Rússia precisa mais da China do que o inverso

Novos acordos e negócios marcam a aproximação dos dois países, mas a relação é assimétrica

A Rússia precisa mais da China do que o inverso
O presidente russo, Vladimir Putin, vai receber o presidente da China esta semana (Reprodução/Internet)

O presidente chinês Xi Jinping chega no dia 8 de maio a capital russa, Moscou, para uma visita de três dias. Com os conflitos na Ucrânia, as relações da Rússia com os Estados Unidos e com a União Europeia esfriaram. Ao mesmo tempo, os negócios e acordos com a China vêm ganhando força.

Ainda neste mês, navios russos e chineses vão participar de um treinamento militar no Mediterrâneo pela primeira vez. Desde 2012, os dois países fazem exercícios militares em conjunto no oceano Pacífico.

Recentemente, a China comprou um avançado sistema de defesa antiaérea da Rússia e os dois países estão trabalhando juntos para aperfeiçoar o design do Mi-26, um helicóptero russo de transporte de cargas militares. Comenta-se até que Moscou pode participar do ambicioso projeto chinês de criar uma base na lua.

A China também está disposta a investir U$5,2 bilhões em uma ferrovia de alta velocidade, que ligaria Moscou a Cazã e, que poderia ser, posteriormente, estendida para o território chinês.

Mas o acordo mais importante entre os dois países foi assinado no ano passado e prevê a transferência de gás natural da Rússia para a China por 30 anos, em um total de U$400 bilhões.

Apesar dos acordos bilaterais, a relação entre os dois países é assimétrica. A Rússia precisa muito mais da China do que o inverso. Sabendo que o presidente russo, Vladimir Putin, precisava desesperadamente fechar a venda de gás para o país, o governo chinês negociou até conseguir baixar o preço ao máximo.

As cooperações e negócios chineses com a Rússia são apenas parte de uma nova política internacional chinesa. O interesse chinês em investir na infraestrutura russa, por exemplo, pode trazer benefícios econômicos diretos para o país asiático ao facilitar o escoamento de produtos chineses para os mercados realmente visados por eles, como a Europa, Oriente Médio e África.

Fontes:
The Moscow Times-Moscow Is Playing Second Fiddle to Beijing

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