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Movimento antivacina

A volta do sarampo nos EUA

Novo surto da doença coincide com aumento do movimento antivacina no país

A volta do sarampo nos EUA
Movimento antivacina vem aumentando nos EUA, alimentado pela desinformação e a pseudociência (Reprodução/Internet)

Um surto de sarampo em curso nos EUA, iniciado na Disneylândia da Califórnia em dezembro de 2014, ilustra o risco apresentado pelo movimento antivacina no país. Desde dezembro, a doença já infectou 90 pessoas em sete estados, a maioria não-vacinada.

A vacina contra o sarampo, que hoje também imuniza contra a caxumba e a rubéola, é segura e eficaz. No entanto, alguns pais ainda se recusam a vacinar seus filhos. Muitos adultos estão desprotegidos também. Eles representam um movimento antivacina que vem aumentando nos EUA, alimentado pela desinformação e a pseudociência. No ano passado, o número de casos de sarampo registrado no país pulou para 664. Até 2013, o número de casos anuais ficou abaixo de 100.

No Arizona, autoridades da área da saúde disseram na quinta-feira, 29, que estão monitorando mais de mil pessoas, incluindo pelo menos 195 crianças, que podem ter sido expostas ao vírus que começou na Disneylândia.

E não são apenas os seguidores do movimento antivacina que correm risco: seis crianças jovens demais para serem vacinadas contraíram a doença na Califórnia, junto com um punhado de pessoas vacinadas também (em raros casos, a vacina não produz uma forte resposta imunológica).

A porcentagem de crianças vacinadas contra o sarampo nos EUA em 2013 era 92%. Apesar de ser uma porcentagem menor do que em outros países ricos, a taxa é satisfatória. O problema é que ela esconde grandes diferenças entre os estados. No Colorado, ela desce para 82%, enquanto em Mississipi chega a 100%. A variação é explicada em parte por leis estaduais diferentes: apesar de todos os 50 estados exigirem vacinas para alunos da rede pública, 19 deles abrem exceções sem requerer uma justificativa religiosa ou atestado médico.

Fontes:
The New York Times - More than 1,000 in Arizona are watched for measles

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