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Abrigos antibomba são usados como moradia em Pequim

Por conta do alto preço dos imóveis, cada vez mais trabalhadores escolhem morar em minúsculos abrigos subterrâneos em Pequim

Abrigos antibomba são usados como moradia em Pequim
Construídos durante a Guerra Fria, abrigos antibomba estão servindo de moradia para trabalhadores (Reprodução/AP)

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O alto preço dos imóveis de Pequim está criando uma nova tendência na cidade. Cerca de 2 milhões de migrantes da capital chinesa estão vivendo em minúsculos abrigos antibomba subterrâneos, alguns de apenas nove metros quadrados.

Construídos durante a Guerra Fria para proteger a população de um eventual ataque aéreo, esses abrigos foram abertos ao uso público na década de 1990.

A procura por esse tipo de moradia é tão alta que é comum encontrar pessoas dividindo o mesmo espaço apertado e sem janelas, vivendo em condições insalubres que a longo prazo podem causar sérios danos à saúde.

Segundo Annette M. Kim, professora de planejamento Urbano do Massachusetts Institute of Technology (MIT) os migrantes de Pequim optam pelos abrigos subterrâneos por terem múltiplos empregos em uma mesma região. A opção de morar na periferia da cidade aumentaria os gastos com transporte. “Para essas pessoas, morar em abrigos subterrâneos significa mais oportunidades de emprego. Elas têm mais de um emprego em uma mesma localidade e não têm tempo para gastar com a locomoção”, diz Kim.

A maioria da população que vive nessas condições é composta por empregadas, babás, comerciantes e trabalhadores braçais. Uma pesquisa feita em sites de aluguel em Pequim mostra que o preço médio para alugar um abrigo antibomba é de US$ 64 (cerca de R$ 127).

O governo de Pequim vem demonstrando preocupação com o aumento dessa tendência. Em 2010, a cidade parou de ceder concessões para o uso desses espaços e anunciou um plano de três anos para transferir os moradores para outras regiões.

Fontes:
Quartz-In Beijing, housing is so expensive that migrant workers are living in bomb shelters

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