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Aviões-robô

Acidentes com drones expõem segredos sobre operações de guerra dos EUA

Desde janeiro de 2014, a Força Aérea americana relatou 14 acidentes com dois tipos de aviões-robô, Predators e Reapers

Acidentes com drones expõem segredos sobre operações de guerra dos EUA
Reaper é um tipo de drone militar americano (Reprodução/Wikimedia)

Na semana passada, uma missão de vigilância foi exposta quando um drone caiu no noroeste da Síria, enquanto estava espionando a própria casa do presidente Bashar al-Assad. Autoridades americanas acreditam que o drone foi abatido, mas não descartaram a possibilidade de falha mecânica. Independentemente disso, os destroços ofereceram a primeira evidência concreta de uma investida dos Estados Unidos contra as forças de Assad.

Desde janeiro de 2014, a Força Aérea americana relatou 14 acidentes com dois tipos de drones (Predator e Reaper), que foram destruídos ou acarretaram em mais de US$ 2 milhões em danos.

Os drones militares americanos estão também na Turquia, na Itália, na Etiópia, no Kuwait, no Catar, nos Emirados Árabes e em Djibouti, um pequeno país no “chifre” da África. Além disso, a CIA tem suas próprias bases de drones na Arábia Saudita e no Afeganistão.

A demanda por drones militares americanos, que são capazes de conduzir ataques aéreos, continua a subir. No ano passado, Predators e Reapers voaram mais do que nunca: 369.913 horas de voo, ou seis vezes o número de 2006, de acordo com estatísticas da Força Aérea.

Além de manter os pilotos fora de zonas de perigo, drones, como o Predator e Reapers, podem transmitir instantaneamente um vídeo para os analistas de inteligência – uma tecnologia crítica na guerra moderna.

Mas, confiabilidade tem sido o “calcanhar de Aquiles” dos drones. Embora o mau funcionamento ocorra com menos frequência do que de costume, eles ainda falham a uma taxa maior do que outros aviões militares. Dos 269 Predators adquiridos pela Força Aérea ao longo das últimas duas décadas, mais da metade foram destruídos em acidentes graves, segundo os registros.

Predators e Reapers geralmente voam em altitudes acima de 18 mil pés – o que é muito alto para que os militantes possam derrubá-los com armas de pequeno porte. Mas como os aviões-robô são lentos, eles podem ser facilmente marcados por baterias de mísseis, que são operadas por exércitos regulares.

Fontes:
The Washignton Post-How crashing drones are exposing secrets about U.S. war operations

1 Opinião

  1. Renato Fregapani disse:

    Enquanto isso no Brasil, a Força Aérea Brasileira tem dois VANT (os nossos Drones); e a Polícia Federal tem outros dois. Um da FAB caiu na Base Aérea de Santa Maria, em 2012. E a PF tem dificuldade de operar os seus por falta de pessoal qualificado. É o que sei.

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