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Adoções nos EUA diminuem

As adoções nos EUA estão diminuindo, apesar do número crescente de crianças entregues às agências de adoção na maioria dos estados

Adoções nos EUA diminuem
Os opositores argumentam que essas leis discriminam casais não cristãos, homossexuais e solteiros (Foto: Pixabay)

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As agências de adoção financiadas pelo Estado têm o direito, por motivos religiosos, de discriminar pessoas que querem adotar crianças? Em princípio não, mas alguns estados americanos, entre eles Dakota do Sul, Alabama e, em breve, o Texas, aprovaram projetos de lei que permitem que as agências adotem critérios específicos de seleção. Os opositores argumentam que essas leis discriminam casais não cristãos, homossexuais e solteiros.

Com a redução da incidência de gravidez na adolescência e do preconceito contra mães solteiras, o número de bebês entregues a agências de adoção diminuiu. Em 1971, havia 90 mil crianças para serem adotadas. Em 1975, o número reduziu-se à metade, sobretudo em razão da legalização do aborto em 1973. Em 2014, apenas 18 mil crianças menores de dois anos aguardavam a adoção.

Mas após a diminuição do número de crianças sob os cuidados das agências de adoção no período de 2005 a 2012, na maioria dos estados mais crianças são entregues aos órgãos responsáveis pela adoção. Em 2015, o último ano com dados disponíveis, 428 mil crianças viviam em orfanatos ou em instituições beneficentes, em comparação com 397 mil em 2012.

Para o número aproximado de 20 mil crianças que não conseguem ser adotadas ou se reunir às suas famílias, a perspectiva é sombria. Poucas terminam o ensino médio ou frequentam a faculdade. Cerca de 60% dos meninos e metade das meninas são presos em algum momento da vida, disse Chuck Johnson, diretor do National Council for Adoption. Hoje, em torno de 120 mil crianças aguardam a adoção. A discriminação religiosa ou moral não deveria ser um obstáculo. Os legisladores estaduais deveriam, sim, se preocuparem em encontrar um lar onde essas crianças fossem amadas e protegidas. O uso de drogas, como heroína e analgésicos à base de opiáceos é a segunda causa mais comum para que uma criança seja retirada do convívio dos pais, em seguida à negligência, muitas vezes agravada pelo uso de drogas. Os assistentes sociais e as agências de adoção têm o objetivo de reunir essas crianças aos pais biológicos, após o tratamento de desintoxicação. Infelizmente, apenas cerca de um quarto dos dependentes químicos abandona o vício.

 

Fontes:
The Economist-Adoptions in America are declining

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