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HISTÓRIA

Afinal, como surgiu a Copa do Mundo de futebol?

Batizada inicialmente de 'Copa Mundial de Nações', a competição foi criada em maio de 1928, com a aprovação de 23 países – inclusive o Brasil

Afinal, como surgiu a Copa do Mundo de futebol?
Em junho, começa a vigésima primeira edição da Copa do Mundo (Foto: Wikipedia)

Foi em Amsterdã, nos últimos dias de maio de 1928 – há 90 anos, portanto – que foi instituída a Copa do Mundo, um torneio entre seleções nacionais que, este ano, viverá sua vigésima primeira edição a partir do dia 14 de junho na Rússia. Batizada inicialmente de a “Copa Mundial de Nações”, a competição foi criada pelo presidente da Fifa, o francês Jules Rimet, com a aprovação de 23 países – inclusive o Brasil – a abstenção da Alemanha, e os votos contrários de Dinamarca, Estônia, Finlândia, Noruega e Suécia.

O Uruguai foi escolhido como sede da primeira edição. E havia bons motivos para isso: o país era bicampeão olímpico na modalidade e comemoraria em 1930 o centenário (daí o nome do estádio erguido para a competição) de sua independência. Nossos vizinhos arcariam com as despesas do torneio – incluindo a viagem e hospedagem das seleções participantes – e, em contrapartida, ficariam com boa parte do valor dos ingressos dos jogos.

Na reunião da capital holandesa, ficou resolvido ainda que o Campeonato Mundial seria disputado a cada quatro anos – como registram os jornais espanhóis da época: La Vanguardia, de Barcelona, e ABC, de Madri. “E num período máximo de 35 dias entre maio e junho, para não prejudicar o calendário dos campeonatos europeus”, revela o historiador Max Gehringer em seu livro “A Grande História dos Mundiais”.

Alemanha fora da Copa

Ainda sofrendo os efeitos da Grande Depressão Econômica, iniciada pelo crack da Bolsa de Valores dos Estados Unidos em 24 de outubro de 1929, países europeus – como Alemanha, Holanda, França, Itália e Inglaterra – desistiram da competição. O continente foi representado por Bélgica, França, a antiga Iugoslávia e Romênia. Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Iugoslávia, México, Paraguai, Peru, Romênia e o país-sede completaram a lista de apenas treze seleções disputantes. Ainda assim, o torneio obteve forte repercussão internacional e caberia à Itália sediar o próximo evento quatro anos depois.

Diferentemente de seu colega uruguaio Juan Campisteguy – que naquela ocasião investiu poucos pesos -, o atual presidente russo Vladimir Putin gastou 683 bilhões de rublos (R$ 40,2 bilhões), um valor inimaginável há nove décadas, na construção de estádios, hotéis, estradas, aeroportos e toda infraestrutura para a décima primeira Copa realizada na Europa. Acredite, leitor, a Copa da Rússia será mais cara que a farra promovida no Brasil em 2014. São esperados 568 mil turistas. Para o sucesso do evento, foram criados 220 mil postos de trabalho.

Time russo pisa na bola

Desde que a bola começou a rolar no dia 13 de julho daquele distante ano do século passado e o francês Lucien Laurent marcou o primeiro gol, somente oito países foram campeões mundiais – Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Uruguai – por ordem alfabética. Putin sabe que o time russo – mesmo jogando em casa – tem poucas chances.

A propósito. O primeiro gol do Brasil em copas foi marcado por Preguinho, filho de escritor Coelho Neto. Qualquer comparação com Neymar não teria o menor cabimento. O esporte evoluiu fortemente, os jogadores se tornaram superatletas e muitas das regras foram alteradas com o objetivo de melhorar a qualidade do espetáculo.

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