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Airbus pretende comercializar aviões elétricos até o fim de 2017

Com o uso da propulsão elétrica híbrida será possível projetar aviões com uma aparência bem diferente da atual

Airbus pretende comercializar aviões elétricos até o fim de 2017
A Airbus pretende produzir o E-Fan com o objetivo de ser um avião de treinamento de pilotos e sua comercialização está prevista para o final de 2017 (Foto: Wikimedia)

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Quando Didier Esteyne, um piloto de voos de teste da Airbus, atravessou o Canal da Mancha em julho com o E-Fan, um pequeno avião de dois lugares com propulsão elétrica, o grupo aeroespacial europeu fez questão de dizer que a viagem não fora uma mera propaganda. Na verdade, a Airbus pretende produzir o E-Fan com o objetivo de ser um avião de treinamento de pilotos e sua comercialização está prevista para o final de 2017. Em seguida, a Airbus irá fabricar uma versão de quatro lugares.

A Airbus não é a única empresa com o projeto de fabricar aviões elétricos e híbridos maiores para transporte de passageiros. Assim como os carros, a propulsão elétrica oferece uma série de vantagens em relação aos motores de pistão e a jato. Os motores elétricos modernos com controle digital fornecem a força do torque que o motor imprime ao eixo de manivela, fazendo-o girar para impulsionar hélices, pás de ventilador e rodas. Os motores elétricos também são silenciosos, não poluem e são altamente confiáveis, com menos peças sujeitas a desgaste ou quebra.

As baterias têm o inconveniente da duração pequena: as de íons de lítio só dão autonomia de voo de cerca de uma hora, com 30 minutos de reserva para o E-Fan. É funcional em voos de treinamento, mas não em um avião de passageiros. Porém as baterias estão em contínuo aperfeiçoamento e em razão da vida útil prolongada dos aviões (o Boeing 747 voou pela primeira vez em 1969), os engenheiros aeroespaciais trabalham em projetos voltados para o futuro.

Além disso, a propulsão elétrica permite projetar e produzir aviões radicalmente diferentes, como o conceito do Airbus E-Thrust mostrado na foto acima. Em vez de pôr os motores a jato grandes e pesados embaixo da asa, um número maior de pás ou hélices menores e mais leves acionadas por propulsão elétrica se distribuiria por outros lugares do avião. No caso de motores convencionais esse recurso de engenharia seria bem mais complicado e acrescentaria muito peso ao avião.

Mas os motores elétricos tornam o conceito de propulsão elétrica distribuída (DEP), em uma possibilidade viável. Essa distribuição permitiria aumentar o fluxo de ar sobre as asas e, em consequência, melhorar a eficiência de voo do avião. “A DEP poderá revolucionar a concepção dos projetos dos aviões”, disse Mark Moore, o principal pesquisador dos estudos sobre voo elétrico do Langley Research Centre da Nasa, na Virgínia.

A Nasa está testando uma asa DEP instalada em cima de um caminhão, que percorre em alta velocidade o leito seco de um lago na base aérea Edwards Air Force Base, na Califórnia. A asa tem 18 hélices pequenas acionadas por propulsão elétrica presas em sua extremidade principal. O projeto Sceptor, a próxima etapa dos estudos do uso de motores elétricos híbridos, prevê a substituição da asa de um avião convencional leve de quatro lugares, no caso o avião bimotor italiano Tecnam P2006T, por uma asa DEP com cerca de 12 hélices acionadas com propulsão elétrica.

Fontes:
The Economist - Electrifying flight

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