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Polêmica

Além de pessoas, Uber pode entrar no ramo de transporte de mercadorias

Empresa é considerada uma ameaça a taxistas tradicionais, que a consideram 'concorrência desleal'

Além de pessoas, Uber pode entrar no ramo de transporte de mercadorias
Protesto em Oregon, nos EUA. Empresa pretende também investir no ramo de transporte de mercadorias (Foto: Instituto Liberal)

Nos últimos dias, protestos de taxistas contra o aplicativo Uber tomaram conta dos noticiários. A nova empresa de transporte é considerada uma ameaça por taxistas tradicionais em vários países, mas é um sucesso com os usuários, pelo serviço bem prestado e a qualidade dos carros. Agora, além do transporte de passageiros, a Uber pode entrar no ramo de transporte de mercadorias.

A polêmica com os taxistas não se restringe ao Brasil. Recentemente, a Uber travou uma batalha para continuar circulando em Nova York. Depois de muita pressão sobre o prefeito da cidade, Bill de Blasio, a empresa conseguiu manter-se em funcionamento. Porém o prefeito ainda promete combater o serviço.

A Uber agora funciona em 311 cidades em 58 diferentes países, realizando mais de 1 milhão de corridas por dia. O principal ponto de atração são os preços mais baratos e o bom atendimento. Além disso, o transporte é feito em sedãs pretos e confortáveis com no máximo três anos de uso. A empresa argumenta que presta o serviço em regiões mais pobres, que normalmente são ignoradas pelos taxistas convencionais e defende o direito de escolha do consumidor. Após os protestos no Rio de Janeiro, a empresa se pronunciou através de uma nota oficial.

“A Uber defende que os usuários têm o direito de escolher o modo que desejam se movimentar pela cidade. Em uma cidade como o Rio de Janeiro, que tem uma população que precisa de opções de transporte e que recebe milhares de turistas de todo o mundo anualmente, a inovação é crucial para que a cidade fique cada vez mais conectada, transparente e inteligente. A Uber acredita que é possível trazer uma série de melhorias para a sociedade, gerando novas oportunidades de negócio para milhares de motoristas parceiros e ao mesmo tempo oferecer novas opções de mobilidade urbana”.

Sistema de funcionamento

Os motoristas da multinacional são contratados como freelancers, e a empresa checa a ficha criminal e outros dados da pessoa antes de admiti-la. O funcionário precisa repassar 20% da quantia de cada corrida para a empresa e cumprir outras exigências.

O valor da corrida é calculado através de uma combinação entre tempo e distância percorrida, somado a uma taxa base de RS 5.

Ainda neste ano, um tribunal da Califórnia colocará em discussão a validade do uso do sistema de freelancers. Caso se chegue a uma conclusão de que os motoristas são funcionários da empresa, os custos da Uber aumentariam significativamente, prejudicando a política de preços da companhia.

Há, também, fortes questionamentos quanto à segurança que a empresa oferece aos usuários. O transporte de mercadorias seria uma aposta para fugir dessa contestação e ampliar os negócios.

Fontes:
Economist-Driving hard

1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    Os preços NUNCA são mais baratos. Podem chegar a ser quatro vezes mais caros do que o preço de uma corrida de táxi dependendo da hora e das condições climáticas (chuva, neve, etc.).
    A administração do serviço utiliza um algorítimo para definir o preço a ser cobrado por uma determinada corrida, em um determinado lugar, para um determinado destino, o que deixa os usuários totalmente confusos e causa muito stress.
    Para quem não tem limite para as despesas de transporte é excelente, mas apenas para essas pessoas.
    It’s like a box o chocolates. You never know what you’re going to get (Forrest Gump).

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