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Coleção roubada

Alemanha mantém sigilo sobre obras de arte roubadas

Investigadores não cedem aos pedidos e continuam sem dar informações sobre 1.400 obras de arte encontradas em 2012 em um apartamento em Munique

Alemanha mantém sigilo sobre obras de arte roubadas
Coleção é formada por cerca de 1.400 obras de arte (Fonte: Reprodução/AP)

Grupos de judeus na Alemanha estão pedindo às autoridades para localizarem os proprietários de uma valiosa coleção de arte, que inclui peças de Pablo Picasso e Pierre-Auguste Renoir, encontrada em um apartamento em Munique em março de 2012.

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Acredita-se que essas obras foram confiscadas durante o regime nazista. Em entrevista ao jornal alemão Passauer Neue Press, o presidente do Conselho Central de Judeus da Alemanha, Dieter Graumann, disse que “transparência” e um “procedimento” rápido são importantes nesse momento.

Graumann ressaltou ainda que a origem das obras de arte precisa ser rastreada para que a herança roubada de colecionadores judeus possa ser devolvida aos seus verdadeiros proprietários e seus descendentes.

Autoridades alemãs, por sua vez, se defendem das acusações de que as obras de arte foram mantidas sob sigilo de maneira proposital desde que foram encontradas, em março de 2012. As autoridades tiveram que se pronunciar após a história ter sido revelada no início desta semana em uma reportagem da revista alemã Focus.

A Promotoria alemã afirmou que teria sido “contraproducente” divulgar o caso e ainda que isso seria um risco, por causa do valor das obras. Ainda de acordo com a Promotoria, as informações são mantidas em sigilo por motivos “práticos e legais”.

A Promotoria informou também que as obras não serão identificadas publicamente para evitar uma enxurrada de reclamações de propriedade. As pessoas que suspeitarem que suas obras estejam entre os trabalhos apreendidos deverão entrar em contato com as autoridades.

A coleção é formada por cerca de 1.400 obras de arte, incluindo pinturas até então desconhecidas de artistas como Henri Matisse e Otto Dix. A pintura mais antiga remonta ao século XVI.

Fontes:
USA Today - Germany refusing to budge on Nazi-looted art

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