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Alemanha na Europa: uma potência indispensável

A Alemanha já fez muitas coisas para se desculpar sobre o seu passado. Agora, o país enfrenta um fardo maior: a liderança na União Europeia

Alemanha na Europa: uma potência indispensável
A hegemonia da Alemanha foi, em sua maior parte, indesejada e surpreendente para os próprios alemães (Reprodução/Economist)

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A Alemanha se tornou a força dominante da União Europeia e, apesar de algumas reclamações, nenhum outro país tenta seriamente contrabalancear o seu poder. Muitos velhos inimigos, especialmente na Europa Central e Oriental, querem estreitar as relações.

Quando a crise da dívida da zona do euro surgiu com toda força em 2010, a Alemanha tinha os bolsos mais cheios, e portanto pode estabelecer os termos da reforma e dos resgates financeiros. Outra razão porque a Alemanha se destaca é o fato de não ter concorrência: a França está politicamente paralisada, a Grã-Bretanha está se distanciando e a Itália está sobrecarregada de dívidas. Ajuda o fato de Angela Merkel ser uma chanceler respeitada. A hegemonia da Alemanha foi, em sua maior parte, indesejada e algo surpreendente para os próprios alemães.

A Alemanha na Europa se tornou um pouco como os EUA no mundo: a potência indispensável. Ela é grande demais e bem-sucedida demais para ser deixada de lado. O perigo da Rússia deve ser confrontado. A zona do euro não deve ser abandonada e a UE precisa ser reformada para não acabar.

Porém, tendo reconhecido sua culpa pelas guerras passadas, a Alemanha corre o perigo de cometer o pecado oposto – a inação. A paz não é apenas a ausência de guerra, mas a defesa da liberdade duramente conquistada.

Fontes:
The Economist-Alone at the top

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