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TECNOLOGIA

Algoritmos podem ajudar na conservação de rodovias

Kansas City fez uma experiência inovadora para solucionar o problema complexo e dispendioso da manutenção de ruas e estradas

Algoritmos podem ajudar na conservação de rodovias
A manutenção das rodovias é um trabalho caro e árduo (Foto: Creative Commons)

Em meio aos inúmeros problemas administrativos de uma cidade, os buracos nas ruas e estradas são fatos triviais. Mas não para os prefeitos e políticos locais, cujo sucesso é medido pela capacidade de manter as rodovias em excelente estado de conservação.

A maioria dos buracos começa com pequenas rachaduras na superfície de uma rodovia, onde a água se acumula. No inverno, com o congelamento da água, a rachadura aumenta. Com a repetição do ciclo de congelamento e descongelamento, além da passagem de veículos, o buraco aumenta cada vez mais. Os buracos grandes podem danificar os carros e causar acidentes fatais.

A manutenção das rodovias é um trabalho caro e árduo. Nos Estados Unidos os governos estaduais e federais fazem a manutenção dos 6.722.347 quilômetros de rodovias, com o exame manual de imagens de vídeo. Pensando em melhorar a infraestrutura pública da cidade, a prefeitura de Kansas City, Missouri, decidiu fazer uma transformação digital em seu sistema de manutenção de ruas e estradas.

Como descrito por Bob Bennett, o diretor de inovação da cidade, o novo sistema usa sensores e algoritmos para detectar possíveis buracos. Segundo Bennett, esse trabalho de prevenção tem uma taxa de sucesso de 85%, o que significou a economia de aproximadamente 30% no orçamento de manutenção rodoviária.

Além da melhoria da infraestrutura da cidade, o projeto inovador de Kansas City teve a finalidade de minimizar as consequências de um orçamento limitado, disse Bennett. O orçamento de manutenção rodoviária só  permite o conserto de cerca de 4% dos 10.299 quilômetros de rodovias por ano, uma proporção bem inferior aos 10% que precisam de reparos. Com o objetivo de conseguir mais recursos, em colaboração com a Xaqt, uma pequena empresa com sede em Chicago, Bennett instalou câmeras nos postes de sinais de trânsito e colocou sensores subterrâneos nas ruas de 51 quarteirões da cidade, com o maior volume de tráfego.

A Xaqt associa dados desses sensores a informações meteorológicas, como temperatura, índice pluviométrico, entre outras. Esses dados são acrescidos por informações sobre a data do último conserto das ruas, o tipo de asfalto usado, se é uma via de ônibus e registros referentes à incidência de buracos. Essa coleta de dados tem sido tão bem-sucedida que Bennett pretende estender o projeto de monitoração para toda a cidade.

Na próxima etapa esse sistema incluirá dados fornecidos pelos carros. Vários modelos de automóveis mais modernos têm câmeras quedetectam buracos. Como esses carros são conectados à internet, os dados seriam transmitidos ao departamento de manutenção rodoviária.

A experiência de Kansas City mostra que os recursos digitais podem gerar benefícios excelentes para as cidades e redefinir a administração local. Da iluminação inteligente ao combate aos crimes digitais, dos transportes conectados a outros serviços, as cidades do século XXI estão se preparando para entrar na era digital.

Fontes:
The Economist-Potholes are the latest problem to be felled by sensors and algorithms

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