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TROCA DE FUNCIONÁRIOS

Alta rotatividade de funcionários no primeiro ano de Trump

As demissões da equipe de Trump em seu primeiro ano de governo superaram a taxa de rotatividade da equipe dos cinco presidentes anteriores

Alta rotatividade de funcionários no primeiro ano de Trump
Centenas de cargos de alto escalão do governo permanecem vagos (Foto: Coastguard)

Durante a campanha presidencial, Donald Trump prometeu contratar só “pessoas extremamente competentes e éticas”. Essa promessa se dissipou como muitas outras da campanha. Alguns se distanciaram de seu governo devido ao seu temperamento difícil e o estilo caótico de administrar. Outros foram ignorados por não serem suficientemente leais. Centenas de cargos de alto escalão do governo, entre eles sete dos nove melhores postos do Departamento de Estado, permanecem vagos. E as demissões são frequentes.

Um artigo de Kathryn Dunn Tenpas, do instituto de pesquisa Brookings Institution, mostrou que nenhum dos cinco presidentes anteriores teve uma taxa de rotatividade tão alta entre os cargos mais graduados em seu primeiro ano de mandato do que Trump.

A mais recente demissionária, Rachel Brand, que ocupava a terceira posição em importância do Departamento de Justiça, demitiu-se abruptamente em 9 de fevereiro, nove meses após sua nomeação. Brand temia ser indicada para supervisionar a investigação do promotor especial Robert Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições, caso seu superior imediato, o subsecretário de Justiça Rod Rosenstein, fosse demitido.

Em seu primeiro ano na Casa Branca Trump demitiu seu chefe de gabinete, Reince Priebus, o estrategista-chefe Steve Bannon, o secretário de imprensa Sean Spicer e o assessor Sebastian Gorka, entre outros. Muitos foram demitidos por problemas éticos, como o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, que fez contato com a Rússia e omitiu esse fato, um funcionário de saúde pública que comprou ações de uma empresa de tabaco um mês depois de ter sido nomeado diretor de uma agência encarregada de reduzir as taxas de tabagismo no país e, em 7 de fevereiro, do assessor Rob Porter acusado de violência doméstica contra duas ex-esposas.

Os amigos de John Kelly, chefe de gabinete de Trump, dizem que ele demitiu Porter menos de uma hora após ter recebido a denúncia. Mas Christopher Wray, diretor do FBI, informou que a agência tinha feito um relatório sobre a conduta de Porter em março de 2017 e que completara a verificação de antecedentes em julho. Segundo a secretária de imprensa, Sarah Huckabee Sanders, Porter renunciou ao cargo por sua própria iniciativa. No entanto, diversos funcionários incentivaram Porter a continuar no cargo e a se defender contra a acusação.

Trump escreveu no Twitter que “vidas estavam sendo destruídas por causa de meras alegações”, e disse aos jornalistas que era um “momento difícil” para Porter, que tinha “uma excelente carreira à sua frente”. Pelo menos seis funcionários do governo e assessores da campanha foram acusados ​​de violência contra mulheres, inclusive o presidente. Assim, a história de Porter não é uma novidade no atual governo.

Fontes:
The Economist - Staffing the White House

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