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Aquecimento Global

Ambientalistas pedem mudanças nos hábitos de consumo

Pesquisadores pedem que os líderes globais iniciem imediatamente um processo de mudança de hábitos de consumo e priorizem a utilização de fontes de energia limpa

Ambientalistas pedem mudanças nos hábitos de consumo
O Protocolo de Kyoto foi assinado em 1997, mas nunca colocado efetivamente em prática (Reprodução/Internet)

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Nesta segunda-feira, 15, pesquisadores divulgaram um “alerta” no jornal New York Times sobre a consequência do aquecimento global, que agora já não é mais previsão, mas sim uma realidade.

O “Manifesto Internacional” organizado pela Fundação Europeia de Meio Ambiente recolheu 160 assinaturas. A ideia é um apelo que visa influenciar a Cúpula do Clima da ONU, que terá início em Nova York, no próximo dia 22 deste mês. O encontro deve planejar as decisões a serem tomadas na Conferência do Clima da ONU marcada para dezembro de 2015, em Paris.

Os pesquisadores pedem que os líderes globais iniciem, imediatamente, um processo de mudança de hábitos de consumo e priorizem a utilização de fontes de energia limpa, em substituição aos combustíveis fósseis. “As principais lideranças ambientais do mundo concordam em um ponto: a gente deve encarar o problema do aquecimento global como real e que já está batendo às portas. Já não estamos mais fazendo previsões”, afirmou o brasileiro Dener Giovanini, ganhador do prêmio Unep-Sasakawa da ONU por sua atuação em defesa da biodiversidade e um dos signatários do manifesto.

Marco nas discussões envolvendo um modelo global menos nocivo ao meio ambiente, o Protocolo de Kyoto foi assinado em 1997, mas nunca colocado efetivamente em prática. “É preciso haver uma mudança de paradigma mundial, o que necessariamente significa sacrifício. O que se vê hoje é a tentativa de empresas e governos de vender produtos apenas com uma nova roupagem, o que é enganar a população”, afirmou o ambientalista.

Para Giovani, os países em desenvolvimento serão os mais contrários a qualquer mudança no modelo atual nas próximas discussões, pois têm nas práticas agressivas ao meio ambiente suas maiores fontes de renda. A crítica se estende ao Brasil, que lucra no mercado internacional principalmente pela venda de commodities como a soja, plantio que ganha espaço em território nacional por meio do desmatamento de reservas ambientais.

Fontes:
Estadão-Ambientalistas pedem mudanças urgentes em hábitos de consumo

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