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Acordos Nucleares

Ameaça nuclear cresce no sul da Ásia

Paquistão e China vêm aumentando seus arsenais nucleares de forma rápida e devem ser motivo de preocupação para as potências

Ameaça nuclear cresce no sul da Ásia
Paquistão vem investindo no aumento de seu arsenal para utilizá-lo em uma batalha contra a Índia (Foto: Reprodução/NY Times)

As atenções do mundo estão voltadas para as negociações sobre o programa nuclear do Irã, mas, de acordo com um editorial do New York Times, assim que o acordo for finalizado, os Estados Unidos e outras potências que vêm trabalhando nessa frente — China, Rússia, Inglaterra, França e Alemanha — deveriam voltar seus olhares para o sul da Ásia, uma região problemática com um crescente risco nuclear.

O Paquistão, cujo arsenal nuclear cresce de forma veloz, é sem dúvida a maior preocupação. Na semana passada, o primeiro-ministro do país, Nawaz Sharif, anunciou um acordo para comprar oito submarinos chineses capazes de lançar mísseis nucleares, por US$ 5 bilhões. No mês passado, o governo paquistanês testou mísseis balísticos de potencial nuclear e alcance em todo o território da Índia. Um dos conselheiros sênior do governo, Khalid Ahmed Kidwai, reafirmou a determinação do país em continuar desenvolvendo armas desse gênero, de curto alcance, para usar em uma eventual batalha contra a Índia.

O investimento reflete a contínua obsessão do exército paquistanês em ter a Índia como adversária, uma lógica que possibilita a manutenção do poder dos generais no governo e o destino de recursos para as forças militares. O Paquistão tem hoje um arsenal de pelo menos 120 armas nucleares e a expectativa é que triplique esse número em dez anos. Um aumento sem sentido, especialmente na medida em que o arsenal indiano, que tem cerca de 110 armas, vem crescendo mais devagar.

Enquanto o investimento em armas é grande, o país sofre com problemas internos. A economia está em crise, as instituições políticas questionadas e a ameaça da insurgência islâmica derrubar o governo cresce a cada dia. Os armamentos nucleares não servem para combater esses problemas, e a verba, que seria melhor investida em educação e saúde, é desperdiçada por conta de uma possível guerra contra a Índia.

A China, que considera o Paquistão um aliado próximo e a Índia uma ameaça em potencial, também representa uma ameaça nuclear na região, pois continua a aumentar seu arsenal, agora estimado em 250 armas.

Fontes:
NY Times-Nuclear Fears in South Asia

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Nunca confie em um governo muçulmano.
    Paquistão e Índia eram um único país até 1947.
    O Paquistão se desligou da Índia um dia antes dos britânicos entregarem o poder, na Índia, aos indianos, para ter um país composto apenas de mussuls.
    Hoje a Índia tem mais mussuls do que toda a população do Paquistão.
    Estão se preparando para matar mais mussuls?
    Incompreensível o espírito beligerante desta sub-espécia humana.

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