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Novas abordagens

América Latina se distancia da política americana de guerra às drogas

Vários países da região estão se convencendo de que a política americana de guerra às drogas não está dando resultado e buscam novas formas de lidar com as drogas

América Latina se distancia da política americana de guerra às drogas
Pioneiro nesta mudança de postura, o Uruguai vem regulando o uso de maconha no país (Foto: Wikipedia)

A política americana de repressão às drogas está sendo posta em xeque na América Latina, uma das regiões do mundo mais afetadas pelo narcotráfico.

Após 40 anos de repressão às drogas, vários países da latino-americanos estão se convencendo de que a abordagem americana não está dando os resultados esperados. Em vez disso, a guerra às drogas aumentou a violência, o número de homicídios e causou a superlotação dos presídios. Por isso, a ideia de uma postura menos militarizada está ganhando força na região.

“O custo em sangue na guerra às drogas tem sido enorme. Os líderes estão olhando para a abordagem militarizada e dizendo que eles não querem mais de 40 anos de políticas como na Colômbia”, diz Bruce M. Bagley, especialista no comércio de drogas da América Latina da Universidade de Miami.

Pioneiro nesta mudança de postura, o Uruguai vem regulando o uso de maconha no país. Recentemente, o Chile deu início à sua primeira colheita de maconha medicinal. O presidente do México, Enrique Peña Nieto, também já disse estar aberto a novas abordagens, assim como o presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina. Na semana passada, foia a vez da Colômbia, a maior aliada dos EUA na América Latina. O país suspendeu seu programa de pulverização de herbicida em plantações de coca, uma estratégia apoiada pelos EUA para diminuir o plantio da folha de coca.

Apesar disso, falar sobre regulamentação das drogas ainda é um tabu na América Latina. “A América Latina é uma sociedade bastante conservadora socialmente no que diz respeito às questões das drogas. A guerra contra as drogas e sua propaganda têm funcionado por muito tempo. Eles veem isso como uma abordagem maniqueísta do bem contra o mal e falar de uma abordagem de regulamentação parece uma maneira de se render”, diz John Walsh, analista do grupo de pesquisa Washington Office on Latin America.

Fontes:
O Globo-América Latina se distancia da estratégia americana no combate ao narcotráfico

1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    O preconceito racial é evidente quando o assunto é drogas: no século XX, quando os negros passaram a controlar o tráfico nos USA, começaram a reprimir. E hoje, quando a elite branca deseja consumir sossegada, falam em liberar.

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