Quando assumiu a presidência, Raúl Castro anunciou “mudanças estruturais e de conceito” no país, mas até agora nada foi cumprido.
O discurso de Raúl Castro aumentou as esperanças de que em alguns trimestres Cuba poderia repetir o Vietnã e se transformar em uma economia capitalista sob controle de um regime comunista. Porém, não é esse o rumo que o país está tomando. A Economist lembra ainda que, apesar de ter deixado a presidência de Cuba, Fidel continua exercendo influência na ilha aparentemente com poder de veto nos bastidores.
Devido à baixa mundial do preço do níquel e à queda das receitas com o turismo, o governo cubano cortou sua previsão de crescimento econômico neste ano de 6% para 1,7%. A ilha ainda está se recuperando de três furacões devastadores que passaram por lá no ano passado, e que segundo o governo cubano causaram um prejuízo de US$ 10 bilhões. Além disso, o embargo econômico dos EUA ainda persiste.
O déficit comercial de Cuba aumentou 65% no ano passado. A ilha vem enfrentando também uma escassez de alimentos, e um aumento significativo do consumo de petróleo. Para lidar com os cortes de energia contínuos, o governo comprou milhares de geradores a diesel e ordenou que todas as fábricas, lojas e escritórios liguem o ar-condicionado apenas cinco horas por dia.

Pelo jeito Fidel Castro ainda dá as cartas e se recusa a cair na real, na qual já caíram Rússia, China, Vietnã e outros. Coitada de Cuba. Meus amigos cubanos dizem que a melhor descrição do governo do país é com as duas primeiras letras do nome do mesmo.
Sem oposição, fica difícil para Fidel e para Raul recuperarem o funcionamento normal do país. As revoluções, que se mantem no poder para defendê-la, tem um alto custo.