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Grupo étnico

Americanos de origem alemã: a minoria silenciosa

Eles assimilaram tão bem as características do país que quase passam despercebidos

Americanos de origem alemã: a minoria silenciosa
Americanos de origem alemã: maior grupo étnico dos EUA (Fonte: Reprodução/Corbis)

Os americanos de descendência alemã são o maior grupo étnico do país (se dividirmos os hispânicos em descendentes de mexicanos, cubanos etc). Em 2013, de acordo com o Census Bureau, 46 milhões de americanos tinham uma ascendência alemã: mais do que o número que tinha antepassados na Irlanda (33 milhões) e Grã-Bretanha (25 milhões). Em grandes áreas no norte dos EUA, os americanos de ascendência alemã superam qualquer outro grupo étnico. Cerca de 41% das pessoas de Wisconsin são de origem alemã.

Entretanto, apesar dessa hegemonia étnica, eles assimilaram tão bem as características do país que quase passam despercebidos. Todos sabem que Michael Dukakis é de origem grega, o clã dos Kennedy é de descendência irlandesa e Mario Cuomo da Itália. Mas poucos sabem que John Boehner, o porta-voz da Câmara dos Representantes, e Rand Paul, o senador de Kentucky com ambições presidenciais, são de origem alemã.

As empresas fundadas por americanos de descendência alemã também têm uma tendência a minimizar suas raízes, como a Pfizer, Boeing, Steinway, Levi Strauss e Heinz. Às vezes, escondido em algum lugar dos seus sites tem uma observação sucinta que “Steinway & Sons foi fundada em 1853 pelo imigrante alemão Henry Engelhard Steinway em um sótão em Manhattan, em Varick Street”.

Os imigrantes alemães incorporaram a cultura americana como a canela em um Apfelkuchen. Eles importaram árvores de Natal e coelhos de Páscoa e, ao mesmo tempo, estimularam o gosto dos americanos por pretzels, cachorro quente, bratwursts e chucrute. E construíram grandes igrejas luteranas em todos os lugares onde viveram.
Depois de uma revolução fracassada na Alemanha em 1848, os revolucionários desiludidos imigraram para os EUA onde difundiram ideias progressistas. Além disso, eles assimilaram a cultura do país e prosperaram sem qualquer ajuda política dedicada especialmente ao seu grupo étnico.

Fontes:
The Economist - German-Americans: The silent minority

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