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Impacto ambiental

Ampliação do canal do Suez ameaça vida marinha no Mediterrâneo

Obras do governo egípcio para dobrar a capacidade do canal do Suez facilitarão a entrada de criaturas invasoras no Mediterrâneo

Ampliação do canal do Suez ameaça vida marinha no Mediterrâneo
Espécie de baiacu venenoso é uma de centenas de espécies exóticas que invadiram o Mediterrâneo (Foto: notsogoodphotography/Creative Commons)

Espécies invasoras são uma ameaça. No Mediterrâneo, baiacus venenosos frequentemente aparecem nas redes dos pescadores, e enxames de águas-vivas chegam a interditar praias na costa oeste da Itália. Somadas a cerca de 350 outras espécies marinhas não nativas, esses dois migrantes chegaram ao Mediterrâneo pelo Mar Vermelho através do Canal de Suez. Agora, biólogos estão preocupados que as obras iniciadas pelo governo egípcio para dobrar a capacidade do canal do Suez, ampliando e aprofundando sua passagem, irão trazer um número ainda maior de criaturas ameaçadoras ao Mediterrâneo.

Autoridades egípcias disseram que as obras não irão comprometer a vida marinha mediterrânea e ficaram de apresentar uma avaliação de impacto ambiental à Comissão Europeia. Mas, autoridades da Europa tem sido indiferentes em controlar a invasão, diz Argyro Zenetos, do Centro Helênico para Pesquisa Marinha, em Atenas. O que o Egito poderia fazer para contornar o problema?

Há uma série de tecnologias utilizadas para deter a migração aquática. A bacia do rio Mississippi, nos EUA, está infestada de carpas prateadas importadas da China na década de 1970. Comedores vorazes, as carpas privam espécies nativas de alimentos. Para impedi-los de invadir os Grandes Lagos através do Canal Sanitário de Chicago, trechos deste canal são eletrificados. A tensão de alguns trechos de 22 metros varia de 2 mil volts no centro a zero, um gradiente que cria uma zona de crescente desconforto que faz os peixes voltarem.

Outro método é a criação de uma cortina de bolhas. Produits Étang.ca, um fabricante de Quebec, bombeia ar de alta pressão através de tubos de plástico submersos e perfurados com furos microscópicos. Isto levanta uma cortina densa e turbulenta de bolhas que assusta a maioria dos peixes. Uma cortina de bolha com três tubulações no canal do Suez custaria menos de US$ 1 milhão, avalia Mario Paris, presidente executivo da empresa.

Fontes:
The Economist - No way for fish

1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    Nós precisamos urgentemente de um sistema parecido com estes na saída do acre para prevenir a movimentação ilegal de haitianos para dentro do Brasil.
    Porque eles querem morar no Brasil onde ninguém fala francês?
    Na Guiana todo mundo fala francês mas o haitianos não querem ir para lá?
    Por que?
    Qual é o interesse do PT em encher a o país de haitianos famintos, com toda essa crise em que estamos vivendo para consertar os 12 anos de besteiras promovidas pelo Guido italianinho e seus superiores?
    Aí tem!!!!

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