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Saúde

Angela Merkel quer plano de reforma da OMS depois de desastre do ebola

Chanceler alemã anuncia plano para um departamento de resposta a doenças depois da operação lenta da OMS contra o ebola

Se depender da chanceler alemã, Angela Merkel, a decisão de avisar o mundo sobre futuras epidemias mundiais como o ebola pode sair das mãos do diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS). Em vez disso, seria dado a um novo órgão semi-autônomo, dentro da OMS, mas independente de suas correntes políticas.

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Merkel vai falar na abertura anual da Assembleia Mundial de Saúde, em Genebra, nesta segunda-feira, 18, sobre a necessidade da reforma na OMS para assegurar que haja uma resposta rápida a emergências de saúde que possam impactar o restante do mundo. Segundo Merkel, há dois assuntos urgentes que devem ser de interesse de todas as nações: a resposta a uma pandemia e a diminuição da eficácia dos antibióticos por conta do uso excessivo no mundo todo. Ela pretende tratar os dois assuntos no G7.

A lenta resposta da OMS ao ebola foi condenada em todo o mundo. O comitê do diretor-geral do órgão, que pode declarar uma emergência pública de saúde, não foi convocado até agosto, oito meses depois dos primeiros casos e cinco meses depois que o público alertou aos Médicos Sem Fronteiras. Especialistas acreditam que o desastre do ebola foi uma chamada de emergência e que agora há uma oportunidade sem precedentes para fazer mudanças na OMS, garantindo que isso nunca mais aconteça de novo.

A OMS demorou a declarar o ebola como emergência pública, em parte porque não tinha informações suficientes para entender o que estava acontecendo, mas também por razões políticas. Havia o temor de que o comércio com os países mais afetados, Serra Leoa, Libéria e Guiné, seria afetado. Além disso, companhias aéreas poderiam cancelar voos, o que de fato aconteceu.

O novo órgão seria responsável por assegurar a todos os países o aperfeiçoamento dos sistemas de vigilância de doenças, que sequer existe em algumas partes dos países mais pobres.

 

Fontes:
The Guardian-Plan to reform WHO after Ebola to be unveiled by Angela Merkel

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