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Guerra na Síria

Anistia Internacional acusa Assad de ‘atrocidades inimagináveis’ contra civis

Relatório da organização diz que os constantes ataques com bombas de barril, feitos pelo regime de Assad em Alepo, tornou a vida dos civis insuportável

Anistia Internacional acusa Assad de ‘atrocidades inimagináveis’ contra civis
Somente no mês passado ocorreram 85 bombardeios em Allepo, que resultaram em 110 mortes (Reprodução/Wikipedia)

O regime da Bashar al-Assad está cometendo crimes de guerra e contra a humanidade ao usar bombas de barril para matar civis e destruir prédios em Alepo. A conclusão é de um relatório divulgado nesta terça-feira, 5, pela Anistia Internacional.

O documento foi divulgado dois dias após soldados do regime bombardearem uma escola e um centro comunitário em um distrito de Alepo controlado por rebeldes. Na hora do ataque, estudantes faziam prova no local.

Com base em mais de 100 entrevistas de ativistas e sobreviventes e análises de imagens da cidade, o relatório documenta em 74 páginas o que chama de “atrocidade inimaginável”. O relatório afirma que a maioria dos mortos por bombardeios são civis, além de citar prisões arbitrárias e tortura praticadas pelos dois lados do conflito.

“A atrocidade generalizada, gerada em especial pelos bombardeios do governo, tornou insuportável a vida dos civis de Alepo. Os bombardeios constantes em áreas civis revelam uma política que tem os civis como mira do ataque, o que constitui crime de guerra”, diz Philip Luther, diretor da Anistia Internacional no Oriente Médio e Norte da África.

Segundo grupos que monitoram o conflito na Síria, mais de 3 mil civis morreram em bombardeios em Alepo entre janeiro de 2014 e março de 2015. Somente no mês passado, ocorreram 85 bombardeios em Alepo, que resultaram em 110 mortes.

O regime de Assad nega até mesmo a existência das bombas de barril. Porém, grupos de direitos humanos afirmam que os artefatos já atingiram dezenas de mercados locais, mesquitas, escolas e hospitais da cidade.

O relatório da Anistia Internacional pinta um cenário sombrio da vida dos civis de Alepo. Cercada por todos os lados, a população local enfrenta a fome, a escassez de água, energia elétrica, remédios e combustível.

“Os civis que entrevistamos descreveram um verdadeiro trauma coletivo de viver sob a constante ameaça de ataques, em especial de bombas de barril”, disse Lama Fakih, conselheiro da Anistia Internacional.

Fontes:
The Guardian-Syria war: 'unthinkable atrocities' documented in report on Aleppo

1 Opinião

  1. jayme endebo disse:

    E a ONU vai fazer o que? nada, como sempre.

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