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RELATÓRIO DO UNICEF

Ano de 2017 foi um pesadelo para crianças

Relatório do Unicef aponta para índices alarmantes de deslocamentos, desnutrição e violência sexual contra crianças em 2017

Ano de 2017 foi um pesadelo para crianças
Documento classifica este ano como um dos piores para crianças (Foto: United Nations)

Uma relatório publicado na última quinta-feira, 28, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta o ano de 2017 como um dos piores para crianças e adolescentes em áreas de conflito ou sitiadas.

Segundo o documento, os menores foram vítimas “em uma escala espantosa devido ao desprezo total às normas internacionais que protegem os mais fracos”. Entre as violências sofridas estão mutilação em combate, recrutamento forçado, violência sexual, uso como escudo humano ou bombas humanas, além de serem executados.

“As crianças estão sendo alvos e estão sendo expostas a ataques e violência brutal em suas casas, escolas e áreas em que brincam. O mundo não pode permanecer insensível a esses ataques”, diz o relatório, que faz um balanço do ano.

De acordo com o documento, nos primeiros meses do ano, 700 crianças morreram em conflitos no Afeganistão. No Iêmen, o número é ainda mais assustador: 5 mil crianças foram mortas ou feridas em decorrência da guerra civil no país. Além disso, 1,8 milhão de crianças se encontram malnutridas, das quais cerca de 400 mil em estado de grave desnutrição.

Em Mianmar, a perseguição à minoria étnica rohingya fez com que crianças testemunhassem suas aldeias sendo queimadas e parentes sendo mortos, além de obrigá-las a migrar para o país vizinho Bangladesh para viver em campos de refugiados, onde a falta de alimentos faz a desnutrição avançar.

Já na África, o conflito na República Democrática do Congo levou ao deslocamento forçado de 850 mil crianças, que também foram afetadas pela destruição de 400 escolas e 200 centros de saúde.

A situação também é crítica no Chifre da África, região afetada por uma forte seca. No Quênia, a seca forçou o deslocamento de quase 16 mil crianças, além de levar 420 mil crianças a necessitar de tratamento contra a desnutrição. Na Somália, o avanço da desnutrição levou mais de 206 mil crianças a necessitar de tratamento. A projeção é de que cerca de 1,2 milhão de crianças sejam afetadas pela desnutrição no país no próximo ano.

Na Nigéria e em Camarões, pelo menos 135 crianças foram forçadas a realizar ataques suicidas pelo grupo extremista Boko Haram este ano. O número é cinco vezes maior que o registrado em 2016. No Sudão do Sul, que vive um conflito interno, mais de 19 mil crianças foram recrutadas à força para participar de combates. Desde o início do conflito no país, em 2013, já morreram mais de 2.300 crianças recrutadas à força.

Na Europa, a situação é mais complicada no leste da Ucrânia, onde 220 mil crianças vivem sob a ameaça constante de minas e explosivos enterrados pelo país.

Fontes:
DW-Guerras fizeram de 2017 pesadelo para crianças, diz Unicef

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