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Intolerância

Anti-semitismo e a falta de confiança na economia

Estudo mostra a ligação entre a perseguição dos judeus e falta de confiança no setor financeiro

Anti-semitismo e a falta de confiança na economia
A consequência são menores retornos financeiros aos alemães nessas áreas que querem economizar dinheiro (Reprodução/Corbis)

É comum ouvir anti-semitas dizendo que os judeus “controlam” a economia. Um novo estudo acadêmico mostra que pessoas que moram nas áreas da Alemanha onde a perseguição aos judeus era mais intensa no passado têm, ainda hoje, menos chance de querer investir na bolsa.

Trata-se de uma relação com fortes raízes históricas. Pessoas que moram em distritos onde os judeus tinham mais chance de ser mandados para campos de concentração sob o regime nazista, têm hoje 7,5% menos chance de investir na bolsa do que outros alemães; os que moram em distritos onde houve massacres durante a Morte Negra (no século XIV) têm 12% menos chance. Pesquisas também mostram que os moradores desses distritos tendem a confiar menos no setor financeiro de maneira geral.

Segundo o estudo, a falta de confiança afeta pessoas com diferentes níveis de escolaridade, embora a tendência ao anti-semitismo diminua com maior escolaridade. A conclusão é que existe nessas áreas “uma norma cultural de desconfiança do setor financeiro, transmitida de geração a geração sem ligação com anti-semitismo”.

A consequência são menores retornos financeiros aos alemães nessas áreas que querem economizar dinheiro, por serem menos expostos ao mercado de ações. Ou seja, na palavra dos autores, “A perseguição de minorias reduz, a longo prazo, não só a riqueza dos que foram perseguidos, mas também dos que os perseguiram.”

 

Fontes:
The Economist-Another cost of bigotry

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