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CORTES DE ENERGIA

Apagões afetam Caracas e Nova York

Por motivos bastante distintos, capital da Venezuela e a cidade mais populosa dos EUA enfrentam problemas no fornecimento de energia

Apagões afetam Caracas e Nova York
Em Nova York, o apagão foi fruto de decisão da empresa fornecedora de energia (Foto: Twitter/Lorraine Cink)

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Cortes no fornecimento de energia atingiram as cidades de Caracas e Nova York, gerando transtornos que se estenderam na última segunda-feira, 22.

Os apagões se deram por motivos bastante distintos. Na capital venezuelana, o apagão ocorreu na tarde de segunda-feira, segundo informou a agência AFP. Segundo a Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec), estatal responsável pelo abastecimento de energia, o corte foi fruto de uma avaria. Sem dar detalhes, a empresa se limitou a informar que a avaria afetou setores da capital.

Apesar do anúncio da estatal, também foram registrados relatos de apagões fora de Caracas, que afetaram regiões em cerca de metade dos estados do país.

Este não é o primeiro apagão a afetar a Venezuela neste ano. Em março, um apagão de grandes proporções abalou Caracas e 15 dos 23 estados do país, durante três dias, resultando na morte de pelo menos 18 pessoas em hospitais e clínicas.

Na ocasião, o presidente Nicolás Maduro e o ministro da Eletricidade venezuelano, Luís Motta afirmaram que o apagão foi fruto de uma sabotagem. Por outro lado, críticos atribuíram o colapso no fornecimento de energia à corrupção e ao baixo investimento no setor.

Em abril, um novo apagão deixou a capital venezuelana e outros estados do país no escuro. Porém, desta vez, a queda de energia durou poucas horas.

Outra cidade que se vê às voltas com o corte de energia elétrica é Nova York, a cidade mais populosa dos Estados Unidos. A cidade – que enfrenta uma onda de calor com temperaturas de 37ºC, com sensação térmica de 44ºC – já enfrentou dois apagões neste mês.

Em ambas as ocasiões, o corte foi de responsabilidade da Con Ed, empresa que detém o monopólio do fornecimento de energia em Nova York. No dia 13 deste mês, um corte no fornecimento de energia elétrica afetou 73 mil moradores e deixou no escuro a Times Square, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Na noite do último domingo, 21, um novo corte afetou cerca de 53 mil moradores. Do total, mais de 20 mil ainda estavam sem energia durante a tarde de segunda-feira. O corte foi fruto de uma decisão da Con Ed, que, diante de um pico na demanda de energia, decidiu arbitrariamente suspender o fornecimento para, segundo informou, “para preservar equipamentos vitais”. Segundo a empresa, no início da noite de domingo foi registrado um consumo de 12.063 megawatts.

A decisão tomada unilateralmente rendeu duras críticas à Con Ed por parte do governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, e do prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio.

“Já vivemos esta situação com a Con Ed várias vezes. Tinham de ter se preparado melhor”, escreveu Cuomo em sua conta oficial no Twitter.

Cuomo afirmou ainda que mobilizou 200 agentes da polícia para elevar a segurança e acionou geradores para suprir temporariamente a demanda de energia. Ele também orientou a população a checar a situação de seus vizinhos, em especial os idosos.

Em coletiva de imprensa, Bill de Blasio criticou a decisão da Con Ed e o fato de a empresa ter tomado a medida no momento em que começava a anoitecer, colocando em risco a segurança da população.

O prefeito também pediu uma apuração para investigar a fundo os motivos dos dois apagões. “Estou extremamente decepcionado com a Con Ed”, disse o prefeito, segundo informou a AFP.

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