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MISSÃO DE PAZ

Após deixar o Haiti, Brasil é convidado para novas missões

Ministro da Defesa informou que o país recebeu convite para outras dez missões de paz e revela República Centro-Africana como provável destino

Após deixar o Haiti, Brasil é convidado para novas missões
República Centro-Africana tem sido o destino mais estudado pelas Forças Armadas brasileiras (Foto: Igor Rugwiza – UN/MINUSTAH)

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Após encerrar a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), o exército brasileiro foi convidado para participar de pelo menos outras dez missões de paz, informou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, na quinta-feira, 31. Segundo o ministro, o destino mais provável de ser atendido é a República Centro-Africana.

Leia também: ONU retirará tropas brasileiras do Haiti nas próximas semanas

O país africano, que tem um grande número de refugiados e onde as tropas da ONU são atacadas diariamente, tem sido o destino mais estudado pelas Forças Armadas brasileiras. No entanto, o envio de tropas para lá dependerá da decisão do presidente Michel Temer e do Congresso.

“Há um pedido, temos fortíssima relação com a Africa e precisamos manter o nível de treinamento que alcançamos na missão do Haiti”, disse o ministro, como justificativa para o envio das tropas. Ele não detalhou qual o interesse político-estratégico do Brasil na República Centro-Africana.

Questionado sobre se o governo buscaria, em um período de crise, lutar para que o Congresso aprove o envio de soldados para a África, Jungmann respondeu: “Será que vamos parar tudo porque vivemos uma crise? Eu acho que, embora tenhamos uma crise, temos compromissos e responsabilidades humanitárias com o mundo. A crise passa e o Brasil fica”.

Durante os 13 anos que as tropas brasileiras estiveram no Haiti, o governo investiu R$ 2,5 bilhões, mas foi reembolsado pela ONU em R$ 931 milhões (ainda há valores pendentes de repasse).

Embora a Minustah tenha sido encerrada, os soldados brasileiros podem seguir atuando no Haiti, caso o furacão Irma, que está ganhando força no Oceano Atlântico, atinja o país na próxima semana. No entanto, a decisão de permanecer também caberá ao governo e aos parlamentares.

De acordo com a representante da ONU e chefe da Minustah, Sandra Honoré, a missão de paz dará lugar a outra missão menor e sem o componente militar, a Minujusth (Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti), a partir do dia 16 de outubro.

Fontes:
Estadao-Diário do Haiti: Brasil deixa o Haiti e é convidado para nova missão de paz
G1-Brasil encerra participação na missão de paz da ONU no Haiti

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3 Opiniões

  1. laercio disse:

    O exército tem que ser empenhado no Brasil pois evita entrada de ilícitos fazendo com que hajam economias gerais maiores que 5 bilhões; é um tiro no pé manter tropas fora, podemos poupar mais e ter vários níveis de treinamento se manter o exército aqui.
    Precisamos diminuir a violência no Brasil é, boa parte disso se consegue mantendo os ilícitos fora do país e militarizando escolar

  2. Carlos Valoir Simões disse:

    Pois é na crise que essas missões tem que ser incentivadas, é uma maneira de manter a tropa treinada em situação real de combate com um custo relativamente baixo. Os USA fazem isso há décadas: mantém suas tropas adestradas e os outros ajudam a pagar a conta.

  3. Antonio de Pádua de Andrade Borges disse:

    As ruas do Brasil, onde habitam pessoas que sustentam o Exército Brasileiro, também precisam de uma missão de paz.

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