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VENEZUELA

Após ser banido de cargos públicos, Guaidó pode perder imunidade

Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela pede a suspensão da imunidade parlamentar de Guaidó por ter viajado ao exterior quando estava proibido de deixar o país

Após ser banido de cargos públicos, Guaidó pode perder imunidade
Segundo TSJ, Guaidó burlou as restrições impostas pela Justiça venezuelana (Foto: Juan Guaidó/Twitter)

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela quer retirar a imunidade parlamentar do presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó.

O pedido de suspensão do benefício foi encaminhado à Assembleia Nacional Constituinte, que apoia o governo de Nicolás Maduro, na última segunda-feira, 1.

De acordo com o presidente do TSJ, Maikel Moreno, Guaidó burlou as restrições impostas pela Justiça venezuelana em janeiro. Isso porque o líder oposicionista teria sido proibido de deixar o país, mas viajou à Colômbia, e outros países da América do Sul, em fevereiro e março. Além da retirada da imunidade parlamentar, o TSJ impôs uma multa de 200 unidades fiscais (aproximadamente US$ 3).

“Hoje informei ao país a decisão do plenário do TSJ, que julgou o desacato de Juan Guaidó à determinação do plenário de 29 de janeiro de 2019”, escreveu Moreno nas redes sociais.

A multa já foi imposta, enquanto a perda da imunidade parlamentar depende da decisão da Assembleia Nacional Constituinte. Retaliações a Guaidó já eram esperadas desde que o autoproclamado presidente retornou à Venezuela. No entanto, o primeiro ataque direto ao líder oposicionista só ocorreu na semana passada, quando a Controladoria Geral da Venezuela (CGV) baniu Guaidó de cargos públicos por 15 anos.

Antes disso, o chefe de gabinete de Guaidó, Roberto Marrero, foi preso pelo governo Maduro. Cerca de 50 países reconheceram Guaidó como o presidente em exercício da Venezuela, no lugar de Maduro, que tem apoio de países como a China, Rússia e Turquia.

Mesmo com o banimento de cargos públicos e o risco de perda de imunidade parlamentar, Guaidó se mantém como presidente da Assembleia Nacional. O líder oposicionista garantiu que vai continuar atuando para resolver a crise política, humanitária, econômica e, agora, elétrica da Venezuela.

“Vamos seguir trabalhando, porque vamos continuar nas ruas, mobilizados e organizados. Isso é perseguição, isso é ditadura”, afirmou Guaidó.

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Fontes:
DW-Supremo da Venezuela quer retirar imunidade parlamentar de Guaidó

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1 Opinião

  1. Dinarte da Costa Passos disse:

    Não sei o que este Maduro está esperando pra botar este cara logo na cadeia. Onde se viu um sujeito se autoproclamar presidente e se rebelar contra uma ordem constitucional, contra um presidente eleito pelo povo. Parece brincadeira! Só por que o louco da terra do Tio Sam disse que ele é presidente o sujeito encasquetou esta ideia e fica agitando os pobres coitados daquele país. Cadeia nele que já sessa a transgressão da Lei.

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