Início » Internacional » Arábia Saudita cria mais espaços públicos só para mulheres
segregação de gênero

Arábia Saudita cria mais espaços públicos só para mulheres

Movimento de segregação de gênero enfrenta oposição

Arábia Saudita cria mais espaços públicos só para mulheres
Mulheres sauditas estão cada vez mais insatisfeitas por ficarem confinadas em casa (Fonte: Reprodução/Reuters)

Nestes últimos anos com o crescente descontentamento das mulheres sauditas por ficarem confinadas em casa, os locais públicos reservados às mulheres, além das escolas e universidades, estão aumentando no país. Em Kingdom Mall, um shopping center, os homens são proibidos de circular em um dos andares, onde as lojas de roupas se misturam aos salões de cabeleireiro. Às quintas-feiras o zoológico de Riyadh só permite a entrada de mulheres. Curves, uma cadeia de academias de ginástica, está fazendo sucesso com suas instalações para as fanáticas pela boa forma física se exercitarem, sem serem importunadas pelos maridos ou namorados. Essa nova tendência de criar espaços reservados às mulheres significa também maior oferta de empregos femininos.

Mas esse movimento de segregação de gênero enfrenta oposição. Alguns clérigos sauditas querem fechar as academias de ginástica só para as mulheres; um deles declarou que o esporte pode provocar a “perda da virgindade”. As mulheres ainda são controladas pelos maridos ou parentes, porque as transgressões podem denigrir a reputação da família. Como as mulheres são proibidas de dirigir, elas precisam de um homem para levá-las à academia. Um parente masculino precisa dar permissão para que elas frequentem uma das universidades só para mulheres do país.

Na opinião de algumas pessoas os espaços reservados às mulheres fortalecem a segregação. Porém, as regras que proíbem a convivência de homens e mulheres em determinados locais públicos estão sendo contestadas. Na cidade mais liberal de Jidá, na costa do mar Vermelho, amigos de ambos os sexos discretamente desrespeitam a lei ao jantarem juntos. Agora, com o número maior de mulheres que trabalha, os escritórios, que antes tinham elevadores e salas separadas, começaram a ter espaços comuns. E os defensores das reformas feministas observaram que, por ocasião da cerimônia de entronização do rei Salman em janeiro, as mulheres que participam da Assembleia Consultiva, um órgão do Poder Legislativo do governo, pela primeira vez confraternizaram com os homens no salão do palácio real.

Fontes:
The Economist - Segregation in Saudi Arabia: No men allowed!

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *