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ArcelorMittal: presidente francês ameaça estatizar a siderúrgica

François Hollande quer recorrer a estatização temporária para impedir que siderurgica finalize suas atividades

ArcelorMittal: presidente francês ameaça estatizar a siderúrgica
Prazo para a siderúrgica encontrar um comprador terminou em novembro (Reprodução/Reuters)

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Uma impressão de déjà vu se abateu sobre a França na semana passada devido à ameaça do governo socialista de estatizar uma usina siderúrgica com a intenção de impedir que uma multinacional finalize parte de suas atividades. Isso evoca memórias do início da década de 80, quando François Mitterrand estatizou bancos e conglomerados industriais. Desta vez, uma ameaça de Arnaud Montebourg, o incendiário ministro da indústria, foi reforçada por François Hollande, o primeiro presidente socialista desde Mitterrand. Antes de uma reunião em 27 de novembro com Lakshmi Mittal, o chefe e principal acionista da ArcelorMitllar, a maior empresa siderúrgica do mundo, Hollande afirmou que a estatização era “uma possibilidade”. Políticos de todas as linhagens também apoiaram o controle estatal temporário.

Como muitos outros produtores de aço em um setor atormentado pela capacidade excessiva, a ArcelorMittal está sofrendo. A empresa quer fechar duas altos-fornos em Florange, Lorena, e concentrar suas atividades siderúrgica francesas em sua unidades costeiras em Dunkirk, no Canal da Mancha, e em Foss-Sur-Mer, no Mediterrâneo. No entanto, a empresa quer manter suas laminadoras em Florange em atividade. Montebourg afirma que compradores para as fornalhas ameaçadas só podem ser encontrados se todo o complexo for posto a venda: ele disse ao parlamento francês em 28 de novembro que tinha um comprador disposto a investir US$ 520 milhões para renovar Florange. Por isso o seu plano para a estatização temporária enquanto um acordo não é fechado.

A ArcelorMittal afirma que precisa de suas laminadoras (que emprega 2.000 pessoas, comparado a 629 nas fornalhas) para processar lâminas de aço oriundas de Dunkirk. Ceder as laminadoras ao estado, portanto, interferiria com a totalidade de seu negócio na França, que emprega 20.000 pessoas em 150 unidades, um terço do total de instalações do grupo na Europa.

O prazo da ArcelorMittal para puxar o fio dos altos-fornos em Florange caso nenhum comprador fosse encontrado chegou ao fim no dia 30 de novembro. No entanto, tudo indicava que ambas as partes estavam dispostas a conversar. É provável que essas fornalhas continuem a arder por um tempo.

Fontes:
The Economist-Blast from the past

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1 Opinião

  1. Evandro Correia disse:

    Esse débil mental François Hollande está voltando ao socialismo infantil dos anos 50, que já provocou tantos danos. Brincar de estatizar empresas, diminuir a idade de aposentadoria, demonstram uma infantilidade e ignorância de economia enormes. Pobre França…

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