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Tensões na Argentina

Argentina está tendo dificuldades para ficar de pé

Uma combinação de torpor político e fragilidade econômica mais uma vez trouxe à tona questões relacionadas à precariedade da posição do país

Argentina está tendo dificuldades para ficar de pé
Trabalhadores ferroviários e sindicatos de professores estão exigindo aumentos salariais de 30% em 2014 (Reprodução/Economist)

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Este foi um verão infeliz na Argentina. Em dezembro forças policiais em 20 dos 24 distritos do país entraram em greve devido a salários baixos, o que deu o pontapé inicial à maior onda de furtos desde a crise de 2001. Em seguida uma onda de calor provocou uma queda de energia em Buenos Aires durante as férias, deixando dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade por mais de duas semanas. Uma combinação de torpor político e fragilidade econômica mais uma vez trouxe à tona questões relacionadas à precariedade da posição do país.

Embora o salário dos policiais não seja baixíssimo, ele é corroído pela inflação, a qual economistas independentes estimam que atinja 25% e que continua a subir. Após ver os policiais conseguirem aumentos com greves, outros funcionários públicos podem vir a fazer o mesmo. Trabalhadores ferroviários e sindicatos de professores estão exigindo aumentos salariais de 30% em 2014.

Quanto aos blecautes, o tempo incomumente quente não foi a única causa. As tarifas de eletricidade e gás têm sido artificialmente reduzidas desde 2002, quando Eduardo Duhalde, então presidente, proibiu os fornecedores privados de energia do país e cobrarem mais. Projetos de aprimoramento da comprometida rede elétrica da Argentina foram postos de lado desde então. Empresas de energia dependem bastante de subsídios governamentais, os quais se estima terem sido de US$ 11 bilhões em 2013, para cobrir seus custos.

Fontes:
The Economist-Holding the ring

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4 Opiniões

  1. helo disse:

    A Argentina está cada vez mais parecida com o Brasil. As presidentas cuidam da saúde, do botox e gostam de maquiar os números. Nada contra a vaidade feminina, mas bem que poderiam tentar adotar um estilo mais virtuoso como o das presidentas Merkel e Bachelet.

  2. André Luiz D. Queiroz disse:

    helo,
    Eu gostaria que Dilma R. Cristina K. aplicassem bastante botox nos lábios — pra paralisá-los de vez e ambas pararem de falar tantas mentiras! (aliás, não dá pra afundar um pouco a agulha da aplicação? Digamos, até o cérebro?…;) )

  3. Roberto1776 disse:

    Se trocar a palavra ARGENTINA pela palavra BRASIL o texto continua valendo, apesar de o Brasil ainda não ter descido tão fundo quanto a Argentina, mas a tia di, não dá para negar, está se esforçando para alcançar a viuva.

  4. Áureo Ramos de Souza disse:

    RIVAIS NO FUTEBOL E SEMELHANTE EM ADMINISTRAÇÃO

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