Início » Internacional » Arma de repressão de Israel pode se tornar produto de exportação
Skunk

Arma de repressão de Israel pode se tornar produto de exportação

Skunk, a arma química de repressão e controle de manifestantes, em breve será o mais recente produto de exportação de Israel

Arma de repressão de Israel pode se tornar produto de exportação
O skunk tem sido usado por soldados israelenses para dispersar manifestantes palestinos (Fonte: Reprodução/AP)

O líquido químico tem um cheiro de esgoto misturado ao da carcaça putrefata de uma vaca e pode em breve ser a mais recente exportação de alta tecnologia de Israel. O skunk tem sido usado por soldados israelenses desde 2008 para dispersar manifestantes palestinos. Agora, atraiu o interesse de agências de aplicação da lei do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que, depois dos protestos em Ferguson e Baltimore, tentam encontrar maneiras eficazes de dispersar os manifestantes sem matá-los ou feri-los.

O líquido, produzido inicialmente pela polícia israelense, é fabricado pela empresa Odortec especializada em pesticidas, com sede perto de Jerusalém. Feito a partir de uma fórmula secreta que inclui levedura e proteína em sua composição, seu uso em civis foi autorizado pelo procurador-geral de Israel e pelo departamento médico do Exército israelense. Não é um produto tóxico, segundo seus fabricantes, e pode ser ingerido, caso seja possível ignorar o cheiro repugnante. As pessoas atingidas pelo skunk não tiveram efeitos colaterais, além da dificuldade de eliminar o cheiro do líquido no corpo e nas roupas durante dias.

O skunk tem sido usado principalmente para dispersar os protestos semanais no Muro da Cisjordânia, ou “cerca da separação”, como é chamado também pelas autoridades israelenses; e com o uso crescente em protestos no último ano em Jerusalém Oriental. Pulverizado por canhões de água o cheiro é característico dos confrontos entre israelenses e palestinos.

De acordo com o B’Tselem, um grupo de defesa de direitos humanos israelense, apesar de o líquido não causar problemas de saúde, é um método de intimidação humilhante usado até agora só contra palestinos. Em alguns casos, as tropas de segurança israelenses pulverizaram o líquido em casas e lojas na periferia de Jerusalém Oriental, uma ação que B’Tselem chamou de “punição coletiva ambiental”. A polícia de Israel insiste que a arma usada com “cuidado e muita eficiência evita a morte dos manifestantes e do pessoal de segurança”.

Fontes:
The Economist - Stopping riots with stink bombs: A whiff from hell

2 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    Exatamente o que os black blocks e outros retardados mentais estão precisando.
    O Brasil pode estar pior do que jamais esteve, depois de 12 anos de desregramento petista, mas não faz sentido dilapidar o patrimônio de quem faz este país continuar avançado.
    Precisamos dispor deste recurso (SKUNK) para desencorajar os que querem destruir o patrimônio privado e o pouquíssimo que o governo faz pelo sofrido contribuinte espoliado brasileiro.

  2. olbe disse:

    Melhor sentir cheiro ruim do que ser morto por uma bala de verdade..mais uma invenção inteligente dos israelenses.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *