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ATAQUES DE AVIÕES-ROBÔ

As diversas estimativas sobre ataques de aviões-robô

Os dados apresentados no relatório da Casa Branca sobre os ataques de aviões-robô em regiões em conflito divergem das informações de diferentes grupos de defesa dos direitos humanos

As diversas estimativas sobre ataques de aviões-robô
Além da Casa Branca, grupos de defesa dos direitos humanos fizeram pesquisas referentes a esses ataques em reportagens da mídia local (Foto: Wikipedia)

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Em março, a Casa Branca anunciou que iria divulgar os dados referentes aos ataques realizados por aviões-robô em áreas fora dos limites das zonas de guerra nas “semanas seguintes”. Os dados incluiriam não só o número de ataques, como também as perdas de vidas humanas no Paquistão, Iêmen, Somália e Líbia desde o início do mandato do presidente Barack Obama em 2009.

Grupos como o Bureau of Investigative Journalism (BIJ), o Long War Journal (LWJ) e a New America Foundation (NAF) fizeram pesquisas referentes a esses ataques em reportagens da mídia local. Os resultados variam em razão de definições duvidosas como, por exemplo, quais são os critérios que definem um militante, relatos tendenciosos, ou detalhes não disponíveis.

Para decepção dos ativistas de direitos humanos, o relatório de duas páginas e meia do governo divulgado na semana passada contém apenas três conjuntos de dados e não menciona os lugares dos ataques. Então como comparar os números oficiais com as estimativas das pesquisas? Embora não seja possível cotejar os números, porque nem todos os grupos pesquisaram informações sobre as quatro guerras, o número de ataques e de combatentes mortos não são muito diferentes.

Segundo a Casa Branca, entre 2.372 e 2.581 combatentes foram mortos em 473 ataques de aviões-robô. Em comparação, nas estimativas dos grupos em 472 e 498 ataques de aviões-robô morreram entre 2.296 e 2.944 militantes.

No entanto, a diferença dos números oficiais e das estimativas de civis mortos é enorme. A Casa Branca informou que entre 64 e 116 civis morreram desde 2009. Mas as pesquisas do LWJ, da NAF e do BIJ registraram pelo menos 212, 216 e 321 mortes de civis, respectivamente, no mesmo período. De acordo com o relatório, essa divergência é resultado da propaganda militante, que distorce os relatos locais e da falta de acesso às informações militares por parte das organizações independentes, que o governo consulta para contabilizar o número de mortes.

Fontes:
The Economist-How do government numbers on drone strikes compare with other estimates?

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