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As mudanças no território de Israel ao longo dos anos

Como a Guerra dos Seis Dias, de 1967, transformou os territórios de Israel e da Palestina

As mudanças no território de Israel ao longo dos anos
Avanço israelense anexou e dividiu várias regiões palestinas (Foto: Flickr)

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A Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, aumentou em quase o triplo o tamanho de Israel. À medida que se expandia pelo território palestino, Israel anexou o leste de Jerusalém. Em 1981, fez o mesmo com as montanhas de Golã e deixou os territórios por onde passou sob o status de ocupação indefinida.

Em 1973, aproveitando-se da distração de Israel diante de celebrações judaicas, Egito e Síria atacaram o país, tomando de volta o Monte Sinai e as colinas de Golã, territórios que eram, respectivamente, egípcio e sírio, e foram anexados por Israel na Guerra dos Seis Dias. Em 1979, sob a mediação americana, Israel concordou em devolver todo o Monte Sinai ao Egito em troca da paz com o país.

Em 1993, o Acordo de Oslo determinou um período de cinco anos de autonomia palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O tratado deixou as questões mais complicadas – delimitação de fronteiras, os assentamentos e o destino dos refugiados palestinos e israelenses – para serem discutidos depois.

O arranjo provisório criou uma complicada colcha de retalhos: na área A, a Autoridade Nacional Palestina ganhou o controle civil e de segurança sobre as cidades palestinas; na área B, ficaram as pendentes questões civis e de lei e ordem, mas, no final, Israel manteve o controle de segurança; na área C, a maior de todas, que engloba assentamentos, acessos a estradas e reservas naturais, entre outras coisas, Israel ganhou o total controle.

Após a Segunda Intifada, em 2000, Israel transformou a área A em área B e passou a realizar incursões para prender suspeitos e militantes palestinos. O país retirou completamente suas tropas em assentamentos da Faixa de Gaza em 2005, mantendo em volta da região uma cerca e uma zona tampão, e controlando o espaço aéreo e marítimo.

O cerco de Israel à Faixa de Gaza, composto por muros e cercas, quase sempre percorre os limites da fronteira pré-1967, mas também inclui grandes regiões da Cisjordânia e uma faixa de território em volta de Jerusalém. Isso engloba a maioria dos assentamentos judeus que existem perto das principais cidades israelenses, mas separa áreas árabes do leste de Jerusalém de suas zonas naturais na Cisjordânia. Além disso, criou vários bolsões palestinos separados e isolados.

Hoje, cerca de 2 milhões de palestinos vivem na Faixa de Gaza e quase 3 milhões nas fragmentadas regiões autônomas da Cisjordânia, onde dividem espaço com cerca de 385 mil colonos judeus. O leste de Jerusalém tem cerca de 320 mil palestinos e 210 mil judeus.

Fontes:
The Economist-How the 1967 war changed the shape of Israel

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2 Opiniões

  1. Jayme endebo disse:

    Quanta desonestidade intelectual nesse artigo. Esqueceu que a declraçao balfour era toda essa regiao e mais a jordania atual.os sionistas perderam a jordania e se aceitaram o que veio a ser o tratado de san remo onde se engloba todo atual estado de israel mais a cisjordania e gaza.Quinze anos depois sobrou para os judeus a partilha onde mais de 60% eram deserto do neguev e mesmo assim os judeus aceitaram e formaram seu Estado. Os arabes nunca aceitaram um estado judeu em nenhum lugar e perderam todas as guerras.Se Israel perde uma só guerra deixa se existir mas os arabes podem perder todas as guerras que vao a sempre exigir as terras de volta.

  2. jan disse:

    infelizmente os mapas e a noticia contam apenas meia verdade.
    Um exemplo, a área original da Palestina incluía a Jordânia e foi prometida aos judeus.
    Existem outras distorções que alteram significativamente a compreensão da complexa realidade da geopolítica na região.

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