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EDUCAÇÃO

As universidades do futuro

Uma série de novas universidades está reformulando o método tradicional de ensino superior

As universidades do futuro
Uma nova metodologia pode revolucionar o ensino superior (Foto: Flickr)

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Na imaginação de Christine Ortiz a universidade ideal não teria “aulas, classes de aula, cursos, nem departamentos”. Os alunos trabalhariam em problemas práticos em espaços ao ar livre. Se precisassem de uma pesquisa mais profunda consultariam a internet e não um professor. Sua visão está bem distante do modelo tradicional de educação superior. Mas logo se transformará em realidade.  Em julho, depois de seis anos como reitor do MIT, L. Rafael Reif renunciará ao cargo para fundar uma nova universidade. Ela deverá ser inaugurada nos próximos cinco anos.

O projeto dessa nova instituição de ensino superior mostra uma tendência que está reformulando a forma de aprendizado dos alunos. Segundo Geoff Mulgan da entidade de pesquisa britânica Nesta, estamos assistindo ao “início de um modelo de universidade direcionado aos desafios da formação acadêmica atual”. Nos últimos 15 anos dezenas de universidades desse tipo foram fundadas em diversos países, como Chile e China. Muitas outras estão em estudo.

Apesar das diferenças de objetivo ou de área de atuação, essas instituições compartilham uma abordagem. Elas rejeitam o método de aprendizado tradicional dos jovens com aulas formais, palestras, livros, consultas árduas à biblioteca, provas e professores. No novo método pedagógico os alunos trabalham em projetos de equipe e tentam solucionar problemas sem respostas claras. As empresas com frequência patrocinam esses projetos e fornecem os professores. Os cursos associam o ensino de arte, ciência humana e ciências exatas. O lema da Universidade Zeppelin fundada na Alemanha em 2003 diz: “A causa dos problemas de nossa sociedade é a falta de disciplina, mas nós também somos indisciplinados!”

Houve tentativas anteriores de reformular a educação superior. O Experimental College, em Wisconsin, atraiu centenas de estudantes com uma mentalidade mais liberal quando foi fundado em 1927, sem horários rígidos e classes obrigatórias. A Université Paris 8 foi fundada por intelectuais franceses frustrados com o resultado dos protestos estudantis em 1968. Ambos fecharam pouco depois. Os parisienses ficaram ansiosos demais em expandir o ensino: uma professora deu uma nota a um jovem que conheceu no ônibus.

Outras experiências, no entanto, continuam. A Universidade College of North Staffordshire, renomeada Universidade Keele em 1962, foi a primeira universidade inglesa a oferecer a possibilidade de o aluno fazer dois cursos diferentes na mesma universidade, quando foi fundada em 1949 por A.D. Lindsay, um professor de Oxford que se queixava do excesso de especialização acadêmica. “O homem que limitou seu conhecimento altamente especializado a um único tema está se tornando um perigo público.”

Fontes:
The Economist-Flying high

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