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ALEMANHA

Ascensão de aliada dá sobrevida à era Merkel

Críticos, no entanto, apontam para a necessidade de mudança no comando do país

Ascensão de aliada dá sobrevida à era Merkel
Kramp-Karrenbauer defende a mesma linha de centro-direita da chanceler (Foto: Twitter/palcoquintanarroense)

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Após três meses de governo interino da chanceler Angela Merkel, em janeiro seu partido a União Democrata-Cristã (CDU) iniciou conversas com os social-democratas para a formação de uma coalizão. Enfraquecida, Merkel anunciou em outubro que este seria seu último mandato.

A chanceler enfrentou sérios desafios políticos neste ano. Primeiro, as divergências com membros de seu gabinete. O ministro do Interior, Horst Seehofer, criticou publicamente a política de acolhimento de refugiados de Merkel, que resultou na entrada de mais de um milhão de imigrantes na Alemanha em 2015.

Em agosto, grupos de extrema-direita fizeram protestos violentos em razão do esfaqueamento de um cidadão alemão na cidade de Chemnitz, no leste da Alemanha. Jovens foram fotografados fazendo gestos nazistas ao lado dos manifestantes, que protestavam contra a política de imigração de Merkel.

Por fim, o resultado das eleições regionais na Baviera e em Hesse, nas quais os eleitores de centro-direita votaram no partido Aliança 90/Os Verdes ou no partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), foi um duro golpe para seu governo.

“Merkel é um líder que prolongou demais seu tempo à frente da CDU”, disse Thomas Kleine-Brockhoff, membro do instituto de pesquisa German Marshall Fund, à CNN.

Três candidatos concorreram à presidência da CDU.  Annegret Kramp-Karrenbauer, nomeada secretária-geral do partido por Merkel, venceu a disputa e se tornou a potencial sucessora da chanceler.

Kramp-Karrenbauer defende a mesma linha de centro-direita da chanceler. Assim como Merkel, é calma, conciliadora, determinada e pragmática, além de ser conhecida por encontrar boas soluções políticas.

Analistas políticos, no entanto, consideravam uma mudança da liderança da CDU como uma transição necessária para que o país possa seguir um novo rumo após o fim do quarto mandato de Angela Merkel.

Fontes:
CNN-How 2018 became Angela Merkel's swan song, and who will succeed her

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