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Produção Industrial

Ásia continuará a ser um dos líderes da produção industrial do mundo

A ascensão meteórica da China no setor de produção de bens de consumo criou cadeias produtivas, que se estendem pelo Sudeste Asiático

Ásia continuará a ser um dos líderes da produção industrial do mundo
A Ásia fornece quase metade dos bens de consumo produzidos no mundo inteiro (Reprodução/Derek Bacon)

Ao fabricar e vender seus produtos para o exterior, a China transformou-se em uma potência econômica mundial. Em 1990 sua produção era de menos de 3% da produção global por valor; agora sua participação é de quase um quarto da produção mundial. A China produz cerca de 80% dos aparelhos de ar-condicionado, de 70% dos celulares e de 60% de sapatos do mundo inteiro. A ascensão meteórica da China no setor de produção de bens de consumo criou cadeias produtivas, que se estendem pelo Sudeste Asiático. Essa “Fábrica Ásia” fornece quase metade dos bens de consumo produzidos no mundo inteiro.

A China seguiu o caminho trilhado com sucesso pelos tigres asiáticos como a Coreia do Sul e Taiwan. Muitos analistas econômicos presumiram que, em determinado momento, outros países assumiriam esse papel de supremacia no setor fabril e, em consequência, atingiriam um maior nível de prosperidade. Mas, apesar do aumento dos salários dos trabalhadores, a China mantém sua incontestável superioridade. A migração de setores produtivos da China para o Sudeste Asiático em busca de um custo menor de produção, só reforça a hegemonia da Fábrica Ásia. Esse fato suscita questionamentos a respeito de economias emergentes fora da órbita da China. Da Índia à África e à América do Sul, a difícil tarefa de enriquecer está cada vez mais complexa.

A economia da China não está tão forte como antes. O mercado imobiliário tem um excesso de oferta. O aumento da dívida interna preocupa as autoridades. No início deste mês o governo anunciou um crescimento econômico de 7% em 2015, o menor percentual em mais de duas décadas, o que confirma a desaceleração da economia chinesa. Porém apesar desse índice menor de crescimento, a China continuará a ter três vantagens fundamentais no setor de produção de bens de consumo, que beneficiarão a economia em geral.

Em primeiro lugar, a China tem um baixo custo de produção, mesmo com preços mais elevados de produtos sofisticados destinados a consumidores de maior poder aquisitivo. A segunda força da China é a própria Fábrica Ásia. Diante do aumento dos salários, algumas empresas estão migrando para lugares de população de baixa renda no Sudeste Asiático. Mas a mudança do setor de produção de empresas multinacionais como Samsung, Microsoft, Toyota, entre outras, para lugares como Mianmar e as Filipinas, fortalece a cadeia produtiva regional com a China no centro.

Além disso, a China tem uma demanda crescente de bens de consumo. Com o aumento do consumo e da sofisticação dos consumidores chineses, a Fábrica Ásia está se beneficiando com a rentabilidade do marketing e do serviço ao consumidor. Ao mesmo tempo, a demanda chinesa fortalece ainda mais a cadeia produtiva da Ásia. Quando os produtos chegam ao mercado chinês, os fornecedores locais têm uma vantagem em relação aos rivais distantes.

Fontes:
Economist-Made in China?

1 Opinião

  1. rene luiz hirschmann disse:

    Na minha visão a China já é a maior economia do mundo e a razão fundamental é que o seu custo bélico em conflitos no mundo é direcionado a produção industrial de bens de consumo.

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