A China anunciou que vai construir um aeroporto no Tibete 4.436 metros acima do nível do mar. Ele será o mais elevado do mundo. A construção será desafiadora, pois a altitude e o clima, que fica abaixo de zero durante todo o ano, prejudicam os trabalhos. O aeroporto vai ficar a apenas 764 metros de um acampamento no Monte Evereste.
O plano chinês é construir 97 novos aeroportos até 2020, quando, segundo o governo, quatro quintos da população ficarão a 90 minutos de um aeroporto. O governo chinês tem anunciado obras cada vez mais ambiciosas para melhorar a infraestrutura do país.
Oposicionistas reclamaram das construções no Tibete. Segundo eles, elas estão acabando com o modo de vida local e os benefícios econômicos estariam sendo superestimados. A reclamação é feita principalmente contra trens que estão facilitando a migração para a região.
Em nossa opinião…
Esse aeroporto é a etapa final no verdadeiro estupro que vem sendo praticado na milenar cultura tibetana pela China. Desde a invasão do país, seguida da fuga do Dalai Lama, há cinquenta anos, a China sistematicamente se dedicou a destruir a cultura local, dificultando a prática religiosa, destruindo templos e estimulando a migração de chineses para o país. Parece não haver dúvida de que quando morrer o Dalai Lama a última chama da cultura tibetana se extinguirá.

Como lá não tem petróleo, e não é estratégico para ninguém a não ser para a China mesmo, ninguém fala nada. Quando morrer o atual Dalai Lama a cultura vai embora com ele, de vez. O mundo inteiro nunca protestou.
Estamos assistindo a um verdadeiro estupro cultural em várias partes do mundo.Será essa a sina do caminhar da humanidade, ao longo da sua história?
Será que o que nos horroriza é apenas a perspectiva de curto prazo?
Concordo com as opiniões anteriores, e acrecentaria a parcialidade da ONU, (a qual poderia e deveria fazer a diferença em questões desse tipo).
Por outro lado, analisando-se a estratégia e o desempenho da China,devemos talvez começar a nos preocupar com o futuro de nossa cultura , ou então a aprender “o jeito chinês de ser”.
Xing ling pra todos!