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Apartheid

Assassino número 1 do apartheid ganha liberdade condicional

Ex-coronel, responsável por sequestros, torturas e assassinatos, ganha benefício depois de várias tentativas

Assassino número 1 do apartheid ganha liberdade condicional
Foto de 1999 do ex-coronel da polícia do apartheid (Reprodução/Denis Farrell/AP)

Após passar 20 anos preso, Eugene de Kock, ex-coronel da polícia do apartheid, conhecido como o assassino número 1 do regime, vai ganhar liberdade condicional. O ministro da Justiça da África do Sul, Michael Masutba, concedeu o benefício nesta sexta-feira, 30. Kock, de 66 anos, é responsável por sequestros, torturas e assassinatos de opositores do regime segregacionista do país (1948-1994).

Segundo o Guardian, o ministro disse que a liberdade condicional seria concedida “por interesse da reconciliação nacional” e porque ele expressou remorso por seus crimes, além de ajudar as autoridades a recuperar os restos mortais de algumas vítimas. O ministro não revelou a data em que Kock sairá da prisão.

Condenado a duas prisões perpétuas e mais de 212 anos de prisão por suas ações a mando de uma unidade antiterrorista da polícia sul-africana, Kock admitiu participação em mais de 100 crimes à Comissão para a Verdade e a Reconciliação (TRC). Em 1995, a TRC foi formada para esclarecer e, em alguns casos, perdoar quem confessasse crimes cometidos durante a época do apartheid.

Kock se classificou como “assassino de Estado” durante seu julgamento e deu muitos detalhes sobre as ações cometidas pela unidade que comandava, alegando que “cumpria ordens políticas”. A decisão sobre o benefício, que foi adiada várias vezes ao longo do ano passado, permanece controversa em um país que ainda lida com o legado de repressão e brutalidade, cometido por um regime de minoria branca.

Fontes:
The Guardian-South African death squad leader Eugene de Kock freed from jail
Folha de S. Paulo-'Assassino número 1' do apartheid é solto em condicional na África do Sul

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