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Ciência

Astronautas mulheres podem minimizar custos nos programas espaciais

Sexo feminino é mais leve e consome menos alimento, características que repercutem na economia de combustível

Astronautas mulheres podem minimizar custos nos programas espaciais
Kate Greene: não há nenhuma razão para escolher pessoas maiores para uma tripulação quando é o poder do cérebro que você quer (Reprodução/CHINA STRINGER NETWORK/REUTERS)

Segundo um artigo publicado pela revista Slate, assinado pela jornalista Kate Greene, enviar menos homens e mais mulheres ao espaço pode ser um ótimo negócio para a Agência Espacial Norte Americana (Nasa) e as companhia de turismo espacial.

Em 2013, Kate participou de um estudo da Nasa (HI-SEAS), no Havaí, no qual ela e outras cinco pessoas tiveram que viver, durante quatro meses, em uma pequena cúpula depositada no interior de um vulcão — o tipo de “domicílio” que, um dia, poderia ser instalado em Marte.

Na ocasião, ela decidiu conduzir um experimento por conta própria; usando uma braçadeira com um sensor, acompanhou o gasto calórico diário de todos os membros da tripulação. Kate constatou que as mulheres queimavam menos calorias do que os homens: por vezes, 1.475 contra 3.450.

“Semana após semana, as três tripulantes do sexo feminino gastavam menos da metade das calorias queimadas pelos três tripulantes do sexo masculino”, explica. “Estávamos todos nos exercitando aproximadamente na mesma intensidade, pelo menos 45 minutos por dia, durante cinco dias consecutivos por semana, mas os nossos metabolismos estavam calibrados de formas radicalmente diferentes”, acrescenta a jornalista.

Ela também verificou que as mulheres comiam menos do que os homens, fato que, segundo a própria, poderia fazer uma grande diferença nas despesas com o deslocamento dos alimentos.

“Quanto mais alimento enviado, mais pesada fica a carga. E quanto mais pesada a carga, mais combustível é necessário para colocá-lo em órbita e além dela. Quanto mais combustível necessário, mais pesado o foguete se torna, o que, por sua vez, exige ainda mais combustível para o lançamento”, analisou em seu artigo.

Alan Drysdale, analista de sistemas em suporte de vida e um antigo prestador de serviços para Nasa, coincide com as conclusões de Kate, no tocante à seleção de astronautas menores, incluindo as mulheres. De acordo com alguns dados contrastados por ele, as menores mulheres exigem a metade dos recursos dos maiores homens, no programa da Agência Espacial.

“Não há nenhuma razão para escolher pessoas maiores para uma tripulação quando é o poder do cérebro que você quer”, argumeta a comunicadora.

Kate pondera, no entanto, que uma missão só de mulheres a Marte (mesmo que fosse significativamente mais barata) seria rotulada como “tendenciosa”, já que ignoraria – intencionalmente – metade da população do planeta, além de todas as mulheres que não têm um perfil magro.

 

Fontes:
O Globo-Mulheres astronautas podem ser a chave para economizar despesas na Nasa

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